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A musicóloga Salwa Castelo-Branco realça, no prefácio da obra “Machinas falantes”, de Leonor Losa, que a nova tecnologia musical “catalisou mudanças no processo de composição e performance musicais”, ao longo do século XX.
A obra “Machinas fallantes: A música gravada em Portugal no início do século XX” é apresentada, pela autora e pelos investigadores Susana Belchior e Manuel Deniz Silva, na quarta-feira, dia 15, às 19:00, no Museu da Música, em Lisboa, ao Altop dos Moinhos.
Leonor Losa dividiu a obra em três partes: “A implantação de mercado de fonogramas em Portugal”, em que aborda a transição do século XIX para o XX, desde o fonógrafo inventado por Edison, ao gramofone; “A música gravada como prática social”, e, finalmente, “A mobilidade social da fonografia e a criação de uma nova indústria local”.
Neste último ponto, a autora, bolseira no Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, aponta três unidades fabris: a Rádio Triunfo, a Fábrica Ibéria e a Valentim de Carvalho.
A Fábrica Ibéria, em Vila Franca de Xira, de Manuel Simões, foi a primeira, em Portugal, a produzir um disco de microgravação, o LP "Estoril 5001". O disco de fados inclui os nomes de Anita Guerreiro, Isaura Gonçalves, Tristão da Silva e Alberto Costa, acompanhados por Casimiro Ramos, na guitarra portuguesa, e o seu irmão Miguel Ramos, na viola.
No prefácio, Salwa Castelo-Branco salienta que, apesar do “seu papel fundamental na produção e no consumo”, as indústrias e tecnologias de música apenas foram alvo de estudos sistemáticos a partir do final da década de 1970, nos domínios da etnomusicologia e música popular, e em Portugal só depois de 1995 se criaram, na Universidade Nova de Lisboa, “as condições necessárias para o estudo multidisciplinar da música nas suas diversas dimensões”.
Esta obra é “um importante contributo para o conhecimento para a implantação do mercado de fonogramas em Portugal, da música gravada como prática social, assim como da emergência de uma indústria fonográfica, e do seu impacto na música e no estatuto dos músicos”, afirma Castelo-Branco.
A obra analisa “o modo como o aparato tecnológico instituiu novas sonoridades e o impacto do aumento da qualidade sonora das gravações elétricas sobre o repertório gravado”.
“Leonor Losa realça a agentividade de lojistas, em Lisboa e no Porto, na produção fonográfica e na organização inicial de um mercado de discos, e analisa o papel de empresas fonográficas transnacionais, seus agentes locais e técnicos de gravação”, escreve a catedrática Salwa Castelo-Branco.
“Os critérios de escolha do repertório gravado e a sua adequação às condicionantes tecnológicas da gravação sonora são examinados, tendo em conta o desenvolvimento do mercado de partituras, a prática musical doméstica, o papel central do teatro de revista e, a partir da década de 1930, a articulação entre a fonografia, o cinema sonoro e a rádio estatal”, de acordo com os pontos focados neste livro, editado pela Tinta-da-China.
Segundo a catedrática, a autora “problematiza as categorias discursivas utilizadas na comercialização do repertório gravado enquanto modos de organização e de mediação entre os repertórios e as práticas sociais desenvolvidas em torno da música gravada”.
A narrativa da obra, atesta Salwa Castelo-Branco, surge nas perspetivas atuais da etnomusicologia e da antropologia, “tendo em conta os contextos político e social do país”.
A obra inclui um CD demonstrativo das gravações dos géneros musicais e dos intérpretes da primeira década do século XX.

 

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