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Orquestra Sinfónica do Estado de S. Paulo - Brasil. 

 

A peça “O sotaque azul das águas”, do compositor Luís Tinoco, estreia-se na quinta-feira, dia 05 de maio, em S. Paulo, no Brasil, pela Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, sob a direção do maestro norte-americano James Gaffigan, noticiou o DN.
A peça de Tinoco foi uma encomenda conjunta da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo (OSESP) e da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), no âmbito da parceria SP-LX – Música contemporânea do Brasil e de Portugal, tendo sido estreada no passado dia 25 de fevereiro, em Lisboa, pela Orquestra Gulbenkian.
Esta parceria entre as duas instituições visa a estreia alternada de novas criações, encomendadas a compositores brasileiros e portugueses, em Portugal e no Brasil.
A obra sinfónica composta por Luís Tinoco, “O sotaque azul das águas”, será apresentada em São Paulo, no Brasil, pela OSESP, quinta, sexta-feira e sábado próximos, como “forma de estreitar os laços culturais entre os dois países”, afirma a Fundação, no seu sítio na Internet.
No ano passado, em outubro, foi estreada em Lisboa a peça do compositor brasileiro Aylton Escobar, inspirada no “Livro do desassossego”, de Fernando Pessoa, a primeira resultante da colaboração entre as duas instituições.
Essa obra, intitulada “A rua dos Douradores – litania da desesperança”, foi interpretada pela Orquestra e pelo Coro Gulbenkian, sob a direção de Joana Carneiro.
A estreia mundial desta obra de Aylton Escobar aconteceu no dia 30 de abril de 2015, em S. Paulo, no Brasil, pela OSESP.
Esta série de concertos marca o regersso, seis anos depois, do maestro James Gaffigan à OSESP e, além da estreia da obra de Tinoco, que será tocada na segunda parte, depois do "Entreato n.º 3", de "Rosamunde", de Schubert, serão ouvidas a abertura da ópera "Il signor Bruschino", de Rossini, e a Sinfonia n.º 3, em Ré maior, de Schubert, na primeira parte.
James Gaffigan, de 49 anos, é maestro titular ds Sinfónica de Lucerna, e maestro convidado da Filarmónica da Rádio Neerlandesa.
De Luís Tinoco, a Orquestra Sinfónica Portuguesa estreou, em maio do ano passado, a peça “Incipit”, que também teve estreia no Brasil, em junho de 2015, pela Orquestra Sinfónica Brasileira, sob a direção do maestro norte-americano Tito Muñoz, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.
Luís Tinoco, de 46 anos, tem frequentemente visto a suas obras serem estreadas além-fronteiras, por orquestras internacionais. Em 2014, "FrisLand" foi estreada pela Sinfónica de Seattle, num concerto dirigido pelo maestro francês Ludovic Morlot.
"Contos fantásticos" e "Evil machines", concebidas em parceria com o ex-Monty Python Terry Jones, "Cercle interieur", composta para a Cité de La Musique, em Paris, em 2012, "Mare Tranquilitatis", "From the depth of distance" e "Tracing the Memory", estreadas por orquestras norte-americanas, entre 2004 e 2009, e "Short cuts", que a Orquestra Sinfónica de Chicago escolheu para o seu repertório, são algumas das suas obras.
Em novembro de 2014, estreou "Lídia", com a Companhia Nacional de Bailado.
Filho do arquiteto, poeta, pintor e compositor José Luís Tinoco, Luís Tinoco estudou piano com Maria Carlota Tinoco, sua avó, e Elisa Lamas, que também lhe ensinou formação musical e harmonia.
Em 1991, estudou jazz com Mário Laginha e, dois anos mais tarde, após a formação em Cinema, entrou na Escola Superior de Música de Lisboa, onde teve como professores José Carlos Buonacorso, Christopher Bochmann e António Pinho Vargas.
Completou o curso de Composição em 1996, com a nota de 19 valores. Aos 25 anos, tinha já composto a peça "Quinteto para saxofone soprano, fagote, piano, viola e violoncelo", seguindo-se, em 1995, "Quarteto de cordas" e, em 1996, "Perpetuum".

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Luís Tinoco. 


Tinoco fez o mestrado em Composição na Royal Academy of Music, em Londres, onde estudou com Paul Patterson, tendo sido bolseiro do Centro Nacional de Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian. Aos 43 anos, doutorou-se em composição na Universidade de York, no Reino Unido.
Luís Tinoco ganhou, em 1995, o Prémio de Composição Lopes-Graça, do Museu da Música Portuguesa-Casa Verdades de Faria, em 2000, o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte, do Ministério da Cultura, e os prémios de Composição Cláudio Carneyro e do Gallimard Ensemble.
Em Inglaterra, entre 1997 e 1999, conquistou cinco prémios atribuídos pela Royal Academy of Music.
Atualmente é professor da Escola Superior de Música de Lisboa, diretor artístico do Prémio Jovens Músicos e apresenta o programa "Geografia dos sons", na Antena 2.
Desde 2005, a música de Luís Tinoco é publicada no Reino Unido pela University of York Music Press.

Fotos: revistaepoca.br/Dacapo.pt/FMS

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