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O romance “Lápides Partidas”, de Aquilino Ribeiro, “constitui um extraordinário documento em que a ficção se mescla com a História e a vida”, afirma o historiador António Ventura, que assina o prefácio da nova edição do romance.

Referindo-se ao romance de Aquilino Ribeiro (1885-1963), escritor empenhado na causa republicana, António Ventura afirma que este “contém, certamente, muita da verdade do seu tempo”, e aponta-o como parcialmente biográfico, referindo que o testemunho de Libório Barradas, protagonista da obra, é o próprio Aquilino Ribeiro.

Um dos episódios referidos em “Lápides Partidas” é o “falhado golpe do elevador da Biblioteca de 28 de janeiro de 1908”, em Lisboa, que reuniu “republicanos e dissidentes progressistas”, numa conspiração junto ao ascensor que ligava a praça do Município ao largo das Belas Artes, em que todos foram presos.

Editado originalmente em 1945, pela Bertrand Editora, a obra regressa com a mesma chancela, agora com um prefácio de António Ventura, no qual traça o ambiente lisboeta em finais da monarquia, das “tertúlias informais” com “os espiões” do presidente do Governo, João Franco, aos quais se refere como “versão atualizada das ‘moscas’ de Pina Manique”, numa referência ao intendente de polícia no reinado de D. Maria I.

Um “ambiente tenso, povoado por boatos, envenenado pelos debates em torno dos adiantamentos à Casa Real, dentro e fora do parlamento, onde os escassos deputados republicanos faziam bombásticas declarações que lhes valeram a expulsão do hemiciclo”.

“Lápides Partidas” é a continuação de “A vida Sinuosa”, obra editada por Aquilino Ribeiro em 1900, ambas protagonizadas por Libório Barradas, personagem nascida num meio rural que se fixou em Lisboa, num tempo de tumulto e conspiração política, quando se verificou o assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, em fevereiro de 1908, e, posteriormente, a proclamação da República, em outubro de 1910.

O romance “Lápides Partidas” surge no âmbito da publicação da obra completa de Aquilino Ribeiro, encetada em 2013 por ocasião do cinquentenário da morte do escritor.

Aquilino Ribeiro é autor de 23 romances e novelas, entre os quais “A Casa Grande de Romarigães” e “Quando os lobos uivam”, dez contos e uma biografia de Camilo Castelo Branco, em três volumes, editada em 1956.

Nascido em 1885, em Carregal de Tabosa, no concelho de Sernancelhe, Aquilino Ribeiro estudou Teologia, em vários seminários portugueses, e Literatura, na Sorbonne, em Paris.

Em 1960, foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, por Francisco Vieira de Almeida, com o apoio de várias personalidades, designadamente Mário Soares, Alves Redol, Luísa Dacosta, Vitorino Nemésio e David Mourão-Ferreira. Em 1963, foi alvo de várias homenagens no país, tendo falecido, em Lisboa, no dia 27 de maio desse ano.

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