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Natalino de Jesus celebra 30 anos de carreira com um novo álbum, “Fado & Fados”, em que gravou 14 temas, entre os quais “Há quanto tempo não canto”, de Fernando Pessoa, musicado por Paco Bandeira.

Do alinhamento ressalta “Pregão duma florista”, um poema de Rui Manuel, em que “junta todas as métricas que, habitualmente, se canta no fado: quadra, quintilhas, sextilhas e decassílabos”.
“É um poema sobre o quotidiano, bem ao jeito do Rui Manuel, e que tem cada uma destas métricas”, reforçou o fadista, que iniciou a carreira quando venceu a Grande Noite do Fado de Lisboa, precisamente há 30 anos.orreio da Manhã, que “há que aproveitar os conhecimentos que se adquirem ao longo dos anos, e trazer algo, ao fado”.
“O fado está inventado, a base, que é fundamental, no fado já lá está tudo, não vamos fazer nada de novo pelo fado, o que pretendemos fazer é algo que o possa enriquecer, sem o descaracterizar”, afirmou.
Entre os autores deste CD editado pela Ovação, uma estreia, a do ator Flávio Gil, que assina “Os teus olhos tão bonitos”, que Natalino de Jesus interpreta numa melodia de Fernando Silva. Outros autores são Paco Bandeira que assina a letra e música de “Feitiço do fado”, Jorge Fernando, autor de “Quem sou eu?”, e Fernando Gomes, autor da letra “Contos lusos”, que Rão Kyao musicou.
Da lista de autores fazem ainda parte Alfredo Gago da Câmara, uma guitarrista do Porto, que assina a letra e música de “Com que penas te visto”, Rui Rocha, que assina a letra de “Digo-te adeus”, musicado por Fernando Silva, e António Torre da Guia, autor de “Eu vou dizer amor”, que Natalino de Jesus interpreta na melodia do fado Súplica de Armando Machado, um fado que foi uma sugestão ”há muitos anos do Fernando Maurício” a Natalino de Jesus, que se decidiu gravar agora.
Natalino de Jesus afirmou que, para assinalar estes 30 anos, era essencial “fazer um disco de originais”, o que entende como “uma obrigação”, assim como uma homenagem aos que já passaram pelo fado, neste CD escolheu Manuel de Almeida (1922-1995), de quem foi amigo e de quem canta “Preciso de ti”, letra e música de Manuel de Almeida, e “Até Deus gosta de fado”, de Tó Moliças e Rão Kyao.
“Gosto sempre de lembrar estes grandes nomes, fi-lo noutros discos anteriores, nomeadamente o Fernando Farinha, o Fernando Maurício, e outros, que foram importantes para o fado ter chegado até nós como hoje gostamos e estimamos, e que o tornou património imaterial da humanidade. Devemos isso a todos os que nos precederam”, sentenciou.
Fazendo um balanço da carreira o fadista afirmou: “Considero-me um felizardo, pois tenho vivido a vida de que gosto; não é fácil, mas o fado tem-me dado tudo e não me via noutra vida”.
O fadista reconheceu que se iniciou na carreira numa altura em que o “fado estava marginalizado, maltratado e até malvisto, mas hoje passa-se exatamente o contrário, o facto de ser fadista causa admiração”.
A classificação da UNESCO do fado como “património imaterial da humanidade”, na opinião de Natalino de Jesus, “elevou-o a um patamar diferente, apesar de ter trazido muitos aproveitamentos”.

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