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Cinquenta peças contam, no Museu de Marinha, em Lisboa, a ação da Aeronáutica Naval e Militar portuguesa durante a Grande Guerra (1914-1918), no centenário da participação de Portugal no conflito bélico.

“A aviação militar portuguesa, através da Aeronáutica Militar (Exército) e Aeronáutica Naval (Marinha) esteve presente nos principais teatros de guerra, na Europa, África e Atlântico norte, num esforço considerável de adaptação aos desenvolvimentos técnicos produzidos pela indústria aeronáutica e à evolução da tática e combate na guerra aérea”, refere nota da organização.
A exposição, patente até 12 de outubro, celebra os 100 anos da constituição dos Serviços de Aviação do Corpo Expedicionário Português (CEP), da ativação do Centro de Aviação Marítima de Lisboa e da projeção da Esquadrilha Expedicionária a Moçambique.
No Museu de Marinha estão patentes capacetes e óculos de voo, na área de equipamento, modelos de aviões, designadamente, o Sopwith F.1 Camel, o Albatross D-III, o De Havilland D.H. 2 ou o Fokker Dr 1, entre outros, e também está exposto armamento - metralhadoras, bombas de aviação, ou dardos metálicos -, assim como fotografias, brevets, certificados, cadernetas de voo, relatórios, e um alerta de submarino.
Condecorações e boias de salvação completam o conjunto de peças expostas provenientes de diferentes espólios, desde os museus da Marinha e do Ar à Biblioteca Central de Marinha-Arquivo Histórico, do Arquivo Histórico da Força Aérea, e da Liga dos Combatentes.

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A Grande Guerra, na qual Portugal participou de forma efetiva a partir de 1917 caracterizou-se “pela dispersão geográfica e pela mortandade nunca antes registada num conflito armado, mas também pelas inovações táticas e tecnológicas que alteraram para sempre a arte da guerra”, segundo a mesma fonte.
“Além do combate generalizado em terra e no mar, o domínio do espaço aéreo constituía agora um importante objetivo militar, através do emprego de aeronaves, seria possível detetar e antecipar a posição e movimentos do inimigo, bem como atingi-lo através de bombardeamento aéreo estratégico”, refere a mesma nota.
O jovem regime republicano mostrou-se preocupado com o conflito mundial e, em agosto de 1914, o Governo enviou dois destacamentos mistos - artilharia de montanha/cavalaria e infantaria/metralhadoras -, para as então colónias de Angola e Moçambique, para as quais mobilizou cerca de 30.000 homens entre 1914 e 1918.

 

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Em fevereiro de 1916 navios da Armada içaram a bandeira portuguesa nos barcos alemães e austro-húngaros que se encontravam no estuário do Tejo, seguindo-se uma declaração de guerra de Berlim a Portugal.

Portugal entrou no teatro de guerra em 1917, ao lado de Inglaterra e outros aliados e, até 1918, participou em vários combates, para os quais mobilizou mais de 75.000 homens. Da intervenção portuguesa, tornou-se marcante a batalha de La Lys, na região da Flandres, na Bélgica, travada a 09 de abril, em que as tropas germânicas derrotaram por completo o CEP.
Esta mostra no Museu de Marinha, a Belém, em Lisboa, faz parte da programação da Comissão Coordenadora da Evocação da I Guerra Mundial, sob coordenação da Comissão Histórico-Cultural da Força Aérea e conta com a colaboração das comissões Cultural de Marinha e a de História e Cultura Militar, e da Liga dos Combatentes.

 

Fotos: Marinha Portuguesa/FMS 

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