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No dia 10 às 19:00 é rezada missa por alma da acordeonista Eugénia Lima na Igreja Paroquial de Rio Maior.O falecimento da notável acordeonista Eugénia Lima, no passado dia 04 de abril aos 88 anos, na sua residência em Rio Maior, parece ter passado despercebido aos principais meios de comunicação social, nomedamente as televisões, tendo a acordeonista sido homenageada, recentemente, num dos canais nacionias.

O facto suscitou um movimento de indignação de alguns setores da Cultura, e algumas personalidades como o realizador de rádio Nunes Fortes e a fadista Julieta Estrela, que preside à Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, que publicamente o demonstraram.

A FMS inclina-se perante a memória e o notável legado da acordeonista.

No dia 05 de abril, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, expressou pesar pelo falecimento de Eugénia Lima enaltecendo “os acordes e a alegria transmitida pelas suas músicas”.

Numa nota enviada à comunicação social, Jorge Barreto Xavier sublinhou que, “numa arte tradicionalmente desenvolvida por homens, Eugénia Lima quebrou barreiras e deu uma nova vida à música popular portuguesa, tornando-se numa das suas principais figuras”.

“A sua paixão pela arte do acordeão inspirou inúmeros novos artistas que, assim, mantêm viva uma expressão tradicional da Cultura Portuguesa”, afirmou o governante.

A Câmara Municipal de Castro Marim pelo seu Presidente emitiu, entretanto, uma nota de imprensa - http://planetalgarve.com/2014/04/09/autarquia-de-castro-marim-lamenta-morte-de-eugenia-lima-a-melhor-acordeonista-portuguesa-de-sempre -.

A Mito Algarvio – Associação de Acordeonista do Algarve fez saber que da “enorme falta de respeito por uma das figuras maiores da cultura portuguesa”.

“Enviámos a nossa indignação para o Presidente da República, à Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e secretário de Estado da Cultura e para todos os órgãos de comunicação social”, afirmou João Pereira, presidente da Mito Algarvio.

Em comunicado, a associação de acordeonistas do Algarve afirma: “O último adeus decorreu no passado 06 de abril em Rio Maior, numa cerimónia emotiva, onde estiveram presentes muitos amigos e admiradores da sua arte. Apesar da sentida despedida, ficamos muito indignados, pois não foi o adeus merecido, por tudo o que a Dona Eugénia Lima fez pela nossa cultura, por todo o legado que nos deixou, não houve o devido respeito por parte dos órgão de comunicação social e pelo Governo de Portugal”.

A acordeonista Eugénia Lima, de 88 anos, morreu no dia 04 de abril ao final da tarde, na sua residência, em Rio Maior, noticiou a agência Lusa, citando fonte próxima da família.

Eugénia Lima, filha de um afinador de acordeões, estreou-se aos quatro anos no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco. Profissionalmente, a sua estreia data de 1935, no Teatro Variedades, em Lisboa, no elenco da revista “Peixe-Espada”.

A acordeonista tornou-se um caso de sucesso e, em 1943, começou a gravar a solo, tendo registado ao longo da carreira, mais de uma dezena de discos em que gravou temas populares, de diversos compositores, versões para acordeão e várias composições de sua autoria.

Em 1947 venceu o concurso de acordeonistas da Emissora Nacional e, em 1956, fundou a Orquestra Típica Albicastrense.

Com a orquestra e a solo, a acordeonista que se tornou popular com temas como “Picadinho da Beira”, “Minha vida” e “Fadinho de Silvares”, percorreu o país e os palcos internacionais.

Tendo-lhe sido recusada a entrada no Conservatório Nacional de Lisboa, aos 13 anos, aos 55 recebeu o diploma do Curso Superior de Acordeão, na categoria de Professora, pelo Conservatório de Acordeão de Paris.

Em setembro de 1986, foi condecorada pelo Ministério da Cultura com a medalha de Mérito Cultural. Ao longo da carreira somou vários prémios e condecorações, designadamente o Óscar da Imprensa, em 1962, o grau de Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, em 1980, e o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995.

Em dezembro de 2011, com 85 anos, a acordeonista, natural de Castelo Branco, foi homenageada em Castro Marim, no Algarve, numa sala esgotada, como dá conta a imprensa regional, na qual participaram 81 acordeonistas.

Na ocasião, Eugénia Lima revelou que sofria da doença de Parkison. Os acordeonistas interpretaram durante o espetáculo composições da sua autoria.

"As músicas que fiz, foram feitas por amor à arte e refletem o meu estado de espírito naquela altura. Mais de oitenta por cento das minhas músicas nasceram no palco, de improviso", disse na altura Eugénia Lima, qua ainda tocou.

No passado dia 09 de abril, o Santuário de Fátima, divulgou na sua página na Internet, que o acordeão que acompanhou a carreira de Eugénia Lima, foi entregue a pedido da artista aquele santuário.

"Naqueles que foram os últimos dias da sua vida, encontrando-se hospitalizada, Eugénia Lima pediu aos seus familiares que entregassem ao Santuário de Fátima aquele que considerava o seu mais importante acordeão, o que a acompanhara ao longo da sua carreira, em Portugal e no estrangeiro", é divulgado no site.

O instrumento, "que possui uma extraordinária afinação, resultado da mestria do pai da artista", foi entregue, ao início da tarde de 25 de março, ao Santuário de Fátima por uma delegação de cinco pessoas.

O nome da albicastrense figura no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis.

Foto: Arquivo de Nunes Forte/FMS

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