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Mico da Câmara Pereira celebra 30 anos de carreira, em setembro, com um espetáculo no Casino Estoril, com a participação, entre outros, da pianista Olga Prats, do cantor Luís Represas e dos seus irmãos Nuno e Gonçalo.

O espetáculo, no salão Preto e Prata do Casino Estoril, no dia 27 de setembro, conta com a participação de Olga Prats, Luís Represas, Mafalda Arnauth, José da Câmara, Frederico B. C., Rui Melo, Silvestre Fonseca, Noa, Paula Varella Cid, João Campos, do Grupo de Cante Alentejano Bafos de Baco, da Tuna Académica do Liceu de Évora, da qual Mico fez parte durante onze anos, e que “é a mais antiga do país, fundada em 1900”, e ainda dos irmãos Francisca, Nuno e Gonçalo da Câmara Pereira.
"Todos os músicos e convidados que participam neste meu concerto fizeram e fazem parte do meu crescimento enquanto músico", sublinhou o músico, em declarações à agência Lusa.
Referindo-se à sua carreira, que conta três álbuns, Mico da Câmara Pereira reconheceu que não teve êxito comercial, mas salientou que o melhor percurso na música é fazer-se aquilo de que se gosta.
Acho que o melhor percurso na música é quando conseguimos fazer aquilo que gostamos, independentemente do processo comercial. A realidade é que, comercialmente nunca vendi muitos discos, mas para andar cá há trinta anos é bom sinal, porque há muito gente que não conseguiu e ficou pelo caminho”, afirmou.
O músico reconhece que “não é fácil” continuar a acreditar na música nas alturas em que há menos trabalho, e por isso “muitos músicos com talento ficaram pelo caminho”.
“Não sou muito de estúdio, sou mais de concertos ao vivo, mas são 30 anos a fazer aquilo que mais gosto, que é cantar e tocar, não me posso sentir mais abençoado, há alturas boas e outras menos boa, mas é uma maravilha”, afirmou o músico à Lusa.

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Mico da Câmara Pereira definiu-se como “uma mente perturbada, sempre à procura de coisas, que não gosta de estar a fazer sempre o mesmo”, e daí os três discos da sua carreira serem diferentes entre si.
O primeiro álbum, “À Sombra da Lua" (1999), contou com a colaboração de “um grande músico de jazz, já desaparecido, o Carlos Azevedo", para fazer os arranjos musicais, ”e saiu uma coisa meio jazzística”.
Para o segundo álbum, “Por Viver Assim" (2002), escolheu Rui Melo, “hoje em dia mais ator”, e “saiu mais pop, mais ligeiro”.
No ano passado editou “A Tua Voz é Saudade”, que definiu como “um disco com fado” e no qual contou com a colaboração, entre outros, dos irmãos, os fadistas Gonçalo e Nuno da Câmara Pereira, com quem gravou um versão do “Fado Falado”, de Luís Represas e da pianista Olga Prats.
“Este CD é o meu percurso na música desde que ouvi a voz da minha mãe a cantar, e é dedicado a ela”, disse, acrescentando que o espetáculo no Estoril “vai ser festejar a vida, celebrar a vida e a amizade”.
O músico vai gravar o espetáculo em áudio e vídeo, mas não projeta comercializar, “talvez só para disponibilizar nas redes sociais”.

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