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O músico italiano Mariano Deidda afirmou que o seu CD “Pessoa sulla strada del jazz” demonstra o seu fascínio e dedicação à obra do poeta português, cuja escrita “abre as portas do futuro”. O músico italiano apresenta o CD na próxima sexta-feira, dia 17, em Lisboa, na Ler Devagar, na Livraria Lx Factory, a Alcântara-Mar, com convidados especiais: António Borges, Enrico Rava, Kenny Wheelher, Miroslav Vitous e Gianni Coscia.

O álbum reúne 12 poemas de Fernando Pessoa, musicados por Deidda, e duas 'faixas bónus' - “Un mondo di sogni” e “Miniatura” -, duas canções com poemas de Grazia Deledda, escritora italiana distinguida em 1926 com o Prémio Nobel da Literatura, também com música do compositor.
São "dois poemas diferentes da escrita pessoana", que permitem "dar o sinal de que toda a grande literatura pode ser musicada - não com qualquer tipo de música -, mas estes temas de Pessoa e Grazie cabem na estrada do jazz”, justificou o músico, fazendo uma referência ao título do CD, editado pela Valentim, de Carvalho.
A edição deste álbum não foi fácil, disse Deidda, que bateu às portas de várias discográficas e recebeu “uma rejeição retumbante”.
“Pessoa sulla strada del jazz” só foi “possível concretizar, graças à capacidade de ouvir de um homem como Francisco Vasconcelos, da Valentim de Carvalho”, a quem Deidda elogiou “a grande sensibilidade que demonstrou, discernimento e coragem para novos projetos”.
Quanto ao poeta Fernando Pessoa (1888-1935), cuja obra estuda há vários anos, Mariano Deidda disse à Lusa que “não é uma obsessão [pelo poeta], mas um amor pela sua poesia, pela maneira como escreve e estrutura, que abre as portas ao futuro”, segundo o Notícias ao Minuto.
O músico aponta Pessoa como “o único escritor no mundo com tantos heterónimos” e “só ele e [Luigi] Pirandello são capazes de ajudar as pessoas no futuro a compreenderem toda a humanidade, pois não somos uma só pessoa, mas cada um de nós somos muitos, um jogo belíssimo, pois devemos começar a viver, compreendendo todos os outros, que até hoje não tínhamos descoberto”.
O músico italiano afirmou que o poeta português “escreveu tudo e é lido por pessoas mais habituadas à leitura, em que desenvolve uma narrativa mais complexa, como tem narrativas mais simples - ele até escreveu para crianças”.
O CD, que conta com a colaboração, entre outros, dos trompetistas Enrico Rava e Kenny Wheeler, do contrabaixista Miroslav Vitous, e do clarinetista Gianluigi Trovesi, é constituído por canções incluídas em anteriores trabalhos, que não canta habitualmente nos concertos, mas às quais deu “pequenos toques, novos arranjos, não sendo exatamente as mesmas, muito próximas do jazz, e que surgem de forma diferente, nova”.
“Clarino chiaro” (“Clarim claro”) é o poema que abre o CD, que inclui ainda “Canzone per Lisbona” (“Canção para Lisboa”), “Non ho fatto alto che sognare” (“Não fiz outra coisa que sonhar”), “L’incapacità di pensare” ("Incapacidade de pensar”) e “Don Diniz” ("D. Dinis"), entre outras.
Deidda tem quatro álbuns dedicados ao poeta português, um deles gravado ao vivo na igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma.
O músico tem sido distinguido com vários galardões, entre os quais o Prémio Tenco, que Dulce Pontes e José Mário Branco também já receberam, os prémios Recanati e Grinzane Cavour 2007.

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