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A cantora Mariana Abrunheiro apresenta o seu mais recente álbum, o CD/livro “Cantar Paredes”, em maio, no Conservatório Nacional, e, na próxima quarta-feira, também em Lisboa, no Teatro Meridional, acompanhada por Ruben Alves, ao piano.

Mariana Abrunheiro disse à Lusa, segundo o Diário Digital,que foi um "desafio fazer um disco de [Carlos] Paredes sem guitarra”, pois “ele, como compositor, é muito, muito inspirado", facto "um pouco escondido pelo instrumentista gigante que era".
Mariana Abrunheiro contou que o livro/CD “Cantar Paredes” se constitui como "uma tertúlia”, à qual cada um dos participantes foi chamando, pois “a vontade foi celebrar Carlos Paredes, que é o centro de tudo isto”.
“Cantar Paredes”, editado pela Boca-Palavras que Alimentam, além da voz de Mariana Abrunheiro e do piano de Ruben Alves, seu parceiro desde a primeira hora, conta com participações de outros músicos, entre os quais o contrabaixista Carlos Bica, e de fotógrafos como Jordi Burch e Duarte Belo, assim como da historiadora Irene Flunser Pimentel, do escritor Gonçalo M. Tavares e do jornalista Adelino Gomes, que assinam textos que acompanham cada uma das composições, enquanto o posfacio é de Daniel Abrunheiro.
No dia 08 de maio, à noite, Mariana Abrunheiro atua, no âmbito do projeto “Le Foyer”, no salão nobre da Escola de Música do Conservatório Nacional, ao Bairro Alto, em Lisboa, num concerto que visa angariar verbas para recuperação daquele espaço, e contará com a presença de alguns dos músicos convidados do disco.
Referindo-se ao CD, Mariana Abrunheiro afirmou: “O centro é o mestre Carlos Paredes, ele é que é a frente, e lembrei-me de estender [o projeto musical] a outros artistas, e a ideia foi que as composições que eu escolhi, fossem também inspiração para os textos e fotografias de outros criadores, que fizessem o seus ‘Sede e morte’, ‘Verdes anos’, e por aí”, explicou.
A intérprete escolheu sete composições de Carlos Paredes (1925-2004), “Sede e morte”, “Verdes anos”, “Mudar de vida”, “Fado moliceiro”, “António Marinheiro”, “Canto de embalar” e “Em memória de uma alentejana assassinada”, composição a que associou “Cantar alentejano", de José Afonso (1929-1987), músico que chegou a partilhar palco com Paredes.
Este tema, com que encerra o álbum, conta com a participação do grupo coral Estrelas do Sul, de Portel, no Baixo Alentejo, e da harpista Ana Isabel Dias. O respetivo texto é da autoria da historiadora Irene Flunser Pimentel e a fotografia de Lara Jacinto.
Cada tema inspirou um texto e uma fotografia e, em cada um, à formação de base, de voz e piano, juntaram-se diferentes instrumentos, por iniciativa da cantora.
“Sede e morte” conta com a participação do contrabaixista Carlos Bica, “Canto de embalar”, com letra de Pedro Ayres de Magalhães, inclui o oboísta David Costa, e “António Marinheiro”, conta com a participação de Jon Luz, no cavaquinho.
"Verdes anos", com letra de Pedro Tamen, mobilizou o percussionista Pedro Carneiro, e "Fado moliceiro", com letra de José Carlos Ary dos Santos, contou com o violoncelista Jaques Morelenbaum.
Eduardo Gageiro, Rodrigo Amado, Lara Jacinto, Jordi Burch e João Tabarra são outros fotógrafos presentes no projeto.
A intérprete afastou qualquer significado filosófico ou sagrado, por ter escolhido interpretar sete temas de Paredes que inspiraram sete autores e outros tantos fotógrafos.
“Só queria preparar os temas quando tivesse autorização dos herdeiros, que tinham de o fazer, pois há uma adaptação para voz, que nunca tinha sido feita, e para outros instrumentos, desde logo o piano”, presente em todas as composições.
"Sete é um número mágico, mas foi uma coincidência [a escolha de sete temas], como o facto de [o álbum] ser editado no ano em que Carlos Paredes completaria 90 anos, se fosse vivo", porque o projeto começou a ser preparado com Ruben Alves, em 2014. "Quem até me recordou isso foi Luísa Amaro”, a última companheira do músico.
Para Mariana Abrunheiro, Carlos Paredes “é um dos compositores mais inspirados do século XX a par do [argentino Astor] Piazzolla e do [brasileiro Heitor] Villa-Lobos, que se inspiram na música do seu país para fazer uma obra erudita, que vai muito mais além da canção em si”.
Abrunheiro afirmou que quis celebrar o "compositor genial que [Carlos Paredes] é", e que, “às vezes, é como se ficasse um pouco escondido pelo instrumentista gigante que era".
“As suas composições são maiores e têm de se ouvir, e gostaria muito que meu CD/livro incentivasse ou levasse ao estudo, nas escolas, da obra de Paredes, e não estudassem apenas guitarra portuguesa”, afirmou.
Na base do fascínio pelo instrumentista, Mariana Abrunheiro salientou “a força das suas composições, que contam histórias”.
“Como compositor é muito, muito inspirado". Daí também "o desafio que foi fazer um disco de Paredes sem guitarra”, sentenciou.

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