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A poetisa Maria Teresa Horta participa, no final deste mês, em Lisboa, no Curso e Grupo de Leitura sobre a sua obra “Anunciações”, editada em maio último.

Nesta obra, a autora aborda o episódio bíblico da “anunciação à Virgem pelo anjo Gabriel” e, neste curso, além de Maria Teresa Horta, participam o presbítero e poeta José Tolentino de Mendonça e a catedrática de literatura Vanda Anastácio.
O curso realiza-se nos dias 29 e 30 deste mês, das 18:30 às 21:00, no palácio dos marqueses de Fronteira, em S. Domingos de Benfica, em Lisboa, organizado pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, em colaboração com a Associação dos Amigos da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna.
“Segundo a Bíblia, Maria terá dito ao anjo: ‘Eu sou a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a Sua palavra’, mas se a Anunciação do Anjo a Maria não se tivesse passado bem assim? O que teria acontecido se Maria não tivesse aceitado ser ‘a escrava do Senhor?’”, questiona a organização do encontro.
“Esta é uma das grandes questões de fundo abordadas no novo livro de Maria Teresa Horta, uma obra que desafia as categorias, ideias estabelecidas, e maneiras de contar, simultaneamente poética e narrativa, sugestivamente erótica, de uma beleza e delicadeza sem igual”, disse à Lusa a mesma fonte.
Segundo o Grupo de Leitura, neste encontro, "pretende-se oferecer aos participantes-leitores a oportunidade de entrar em mais profundidade neste livro e de, simultaneamente, partilhar as suas experiências de leitura no cenário mágico do terraço das artes do palácio”.
“Anunciações. Um romance”, de Maria Teresa Horta, foi publicado em maio último pelas Publicações D. Quixote, mês em que a escritora foi distinguida com o Prémio de Consagração de Carreira, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Nessa ocasião, em declarações à Lusa, Maria Teresa Horta afirmou que "os escritores estão muito fechados no seu mundo literário", ao contrário da sua geração que sempre "se habituou a lutar pela liberdade e contra o fascismo".
"A participação do escritor não pode ser apenas através da palavra escrita, tem de ser também através da sua posição na sociedade, como ser humano, como pessoa. É extremamente importante e, nesta altura, está outra vez a voltar a ser muito importante", sublinhou.
A poetisa considera que "se perdeu o sentido de comunidade, de grupo e a noção de solidariedade".
Maria Teresa Horta tem sido distinguida com alguns dos mais importantes prémios literários portugueses. Jornalista de profissão, durante décadas, foi uma das autoras das “Novas Cartas Portuguesas”, possui uma vasta obra poética e também de ficção narrativa.
Em 2012, foi distinguida com o Prémio D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus, pelo romance “As Luzes de Leonor”, e recusou-se a receber o galardão das mãos do então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O grupo de leitura da Associação dos Amigos da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna reivindica ser “a mais antiga comunidade de leitores da cidade de Lisboa”.

Foto: revistapontesdevista,com/FMS

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