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O novo álbum de Aldina Duarte, “Quando se ama loucamente”, “é dedicado e inspirado [na escritora] Maria Gabriela Llansol" (1931-2008), disse a fadista à agência Lusa, cita o Sapo24.

“Aldina oferece uma beleza cuidadosa, poemas rendilhados, um murmúrio que pode fazer parte da casa, como um jarro que se enche, ou violinos, ou as leves passadas das crianças de Bach. E aquilo que Maria Gabriela chamava de ‘diverso’, uma vez mais, inesperadamente, se encontrou”, lê-se no texto de abertura do CD, de autoria da escritora Hélia Correia.
O álbum é constituído por 13 faixas, uma delas, precisamente a que fecha o CD, um texto declamado por João Barrento, um excerto da obra “Onde Vais, Drama-Poesia?”, de Maria Gabriela Llansol.
Maioritariamente constituído por fados tradicionais, Aldina Duarte gravou, entre outros, o Fado Zé Negro, de Francisco José Marques, Fado Cravo, de Alfredo Marceneiro, e Fado Mortalhas, de Armando Machado.
Entre as melodias fadistas, surge um inédito de 1977, o Fado Ferreira, no qual Aldina Duarte interpreta “Refúgio”, uma letra da própria Aldina, que assina, aliás, dez letras dos 12 fados.
As duas exceções são “Beijo Enganador”, de Maria Rosário Pedreira, que canta no Fado Cravo, e o tema que dá título ao álbum, “Quando se ama loucamente”, com letra e música de Manuel Cruz.
Relativamente ao Fado Ferreira, esclarece a fadista que é um inédito com 40 anos, do músico José Ferreira, pai de Rogério Ferreira, ambos violas de fado.
Cada um dos fados remete para passagens de obras de Maria Gabriela Llansol.
A fadista abre o CD com “Conto de Fadas”, que canta no Fado Santa Luzia, de Armando Machado, apenas acompanhada por uma “caixinha de música”, o qual contextualiza com a seguinte citação de Llansol: “O texto dá-lhes uma veste de marfim,/ debruada de renda e uns olhos claros/ por onde se veja”, precisamente de “Onde Vais Drama-Poesia?”.
A fadista prossegue no universo 'llansoniano', e a citação seguinte, “O reino que nos coube não tem cadeias,/ só ritmos e melodias”, da obra “O Azul Imperfeito – Livro De Horas V”, que dá o mote ao segundo fado, “Uma Graça Antiga”, que gravou no Fado das Sardinheiras, de Fernando Freitas.
No terceiro fado, Aldina leva quem escuta à obra “Em Contraponto – Llansol e a Música”, da qual cita “Lembro-me do corredor luminoso/ que A. afirma que me liga a ele”, para interpretar “Fora do Mundo”, no Fado Calixto, de Miguel Ramos, e assim sucessivamente, com a exceção do tema de Manuel Cruz, ao qual não associa qualquer citação de Llansol.
A acompanhar a fadista estão Paulo Parreira, na guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola, músicos da casa de fados Senhor Vinho, em Lisboa, onde Aldina Duarte, como cumprindo um ritual, como afirmou à agência Lusa, canta há 12 anos.

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