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Maria Armanda, que não gravava um álbum em nome próprio “há mais de 20 anos”, tem um novo CD, com temas inéditos, alguns êxitos seus, e outros do repertório fadista.

“Decidi que não gravava, tendo que ser eu, enquanto artista, a suportar todos os custos, pois as editoras - e eu até as compreendo -, não arriscam, para os discos ficarem nas prateleiras, mas tive imensa gente a dizer que era um horror não voltar a gravar, muitos amigos, e os músicos, e lá me decidi, tendo entretanto contado com o Museu do Fado, que patrocinou, e gravei”, afirmou à Lusa a criadora de “Os loucos”, segundo o site da RTP.
“Tenho a certeza de que não gravava há mais de 20 anos, as últimas coisas que gravei ainda eram do Ary dos Santos”, disse a criadora de “Rio Tejo de Lisboa”, com uma carreia de cerca de 50 anos.
De José Carlos Ary dos Santos, recupera neste CD “Mãe solteira” e “Fado mulher”, ambos musicados por Nuno Nazareth Fernandes.
Para a fadista, “Mãe solteira” (1982) é o seu “cartão-de-visita, que ainda hoje” lhe pedem para cantar nos espetáculos.
“Acontece porém, que já não o canto da mesma maneira, já tenho outra maturidade, e como o gravei a primeira vez acompanhada pelo Conjunto do Shegundo Galarza, quis agora gravá-lo à guitarra e à viola”, disse.
Para a fadista, “o fado vive da força da interpretação, e nunca é cantado da mesma maneira".
"Passado um tempo, o mesmo fado é cantado de outra maneira, dou outras voltas, que não tinha dado antes, e hoje canto-o de uma maneira diferente da que cantava. Este é um dos grandes encantos e fascínios que o fado tem: nunca é igual”, sentenciou.
"Ary e Mário Rainho foram os dois poetas que mais cantei”, disse a fadista. De Rainho canta neste CD quatro temas, um deles, “Voz d’Amália”, com música de João Vasconcelos, da última revista em que participou, “Tem a palavra revista” (2001).
Também deste poeta, distinguido em 2006 com o Prémio Amália, Maria Armanda gravou “Amar assim”, no Fado Alcântara, de Raul Ferrão, “Lençóis de lua”, com música de José Fontes Rocha, e “Até logo, meu amor”, que interpreta no Fado Versículo, de Alfredo Marceneiro.
“O Mário Rainho foi uma das pessoas que me incentivou a gravar”, realçou a fadista, referindo que é um poeta que a conhece bem e com o qual tem “uma grande cumplicidade”.
“Habitualmente, o Mário Rainho fazia parceria com Fontes Rocha, que faleceu em 2011, e daí nos inéditos termos optado por fados tradicionais, como o Alcântara ou o Versículo”, afirmou.
Referindo-se ao fado “Amar assim”, a intérprete reconheceu que “houve coisas difíceis de encaixar, mas está bem defendido”.
Outro poeta que canta é João Dias, “Cantar perfeito”, na melodia do Fado Licas, de Armando Machado, um poema que lhe foi entregue por Mário Rainho.
“O João Dias, que já morreu, é um poeta extraordinário, muito cantado pelo Rodrigo, essencialmente, e também pela Beatriz da Conceição”, referiu.
Maria Armanda, de 73 anos, gravou de outros repertórios, “És livre” (Alves Coelho filho), uma criação de Hermínia Silva, “por sugestão dos músicos”, “A rir e a brincar”, de Fernando Farinha, de autoria do próprio com música de Miguel Ramos, e ainda, “Saudade, silêncio e sombra”, criação de Teresa Tarouca (Nuno de Lorena e Pedro Rodrigues).
Não é a primeira vez que Maria Armanda recria temas de outros repertórios, nomeadamente quando fez parte do grupo Entre Vozes, com Maria da Fé, Lenita Gentil e Alexandra, e com o qual gravou três álbuns, e Quatro Cantos, constituído por si, António pinto Bastos, Teresa Tapadas e José da Câmara.
Maria Armanda tornou-se conhecida em 1967, quando participou na Grande Noite do Fado de Lisboa, e estreou-se discograficamente no ano seguinte com o EP “O meu soldadinho”. Publicou o seu primeiro álbum em 1972.
Em 1979 estreou-se na revista, no extinto Teatro Laura Alves, em Lisboa, seguindo-se várias revistas no Parque Mayer, onde foi atração nacional.
Este novo álbum, editado pela CNM, em que é acompanhada, à guitarra portuguesa, por Luís Petisca e, à viola, por Armando Figueiredo, sucede a “Pedrito Portugal”, editado em 1995.

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