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Maria Amélia Proença a celebrar 68 anos de carreira – iniciou-se nas lides fadistas aos 08 anos -, é homenageada no dia 26 de novembro, quarta-feira, às 21:00 no Café Luso, um do ex-libris do ambiente fadista.

A homenagem à intérprete de “À Beira do Cais” associa-se às comemorações do 3.º aniversário da proclamação, pela UNESCO, do Fado como Património Imaterial da Humanidade, e conta, entre outros, com as participações de Ricardo Ribeiro, Pedro Moutinho, Rodrigo Costa Felix, Marta Pereira da Costa, Luís Guerreiro e do seu filho, Carlos Manuel Proença.

Maria Amélia Proença, uma vida que se inscreve no fado, fez parte, praticamente, de todos os elencos das casas de fado, nomeadamente Casablanca, Café Luso, considerado “a catedral do fado”, Café Mondego, Os Marialvas, Adega Mesquita, Solar da Madragoa e Senhor Vinho.

A par das casas de fado e dos muitos espectáculos. Maria Amélia Proença participou em peças de teatro e vários programas de variedades, cegadas (peças de teatro popular que aconteciam nas ruas ou em sociedades recreativas), tendo começado na década de 1970 a deslocar-se ao estrangeiro.

“A minha primeira saída ao estrangeiro, creio, foi em 1972 ao Extremo Oriente, uma digressão de mais de meio ano, tendo atuado em Macau, Singapura e Japão”, lembrou numa entrevista à imprensa.
Dos vários palcos que pisou, recorda “com forte emoção” as atuações no Concertgebouw, em Amesterdão, no Le Carré, em Paris e, ao lado de Mariza, no Royal Festival Hall, em Londres.

No Contertgebouw na noite de fim-de-ano de 2000 cantou acompanhada pelo Nederlanders Blazers Ensemble para uma audiência de mais de um milhão de telespectadores.

Noruega, Bélgica, França, Cabo Verde, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, foram alguns dos países onde já cantou.

“Quando comecei a cantar, nunca imaginei que o fado fosse ouvido por apreciadores de todas as línguas em salas tão grandes e lotadas”, referiu numa entrevista.

Maria Amélia começou a cantar ainda menina no seu bairro, Campo de Ourique, até que a sua voz foi notada por Manuel Afonso que convenceu o pai deixar inscrevê-la no concurso do jornal Ecos de Portugal que venceu. Sorriso vivo e um laço na cabeça as fotos da menina surgem amiúde na imprensa que refere a sua “graça própria, vida e garra” e “expressão verdadeira” nos fados que interpreta.

Características que ainda hoje os críticos lhe apontam, afirmando que a fadista “é senhora de uma voz característica e interpretação única a que alia uma vitalidade, voz firme, demonstrando um amadurecimento que refina o seu estilo”.
Da vitória no concurso em 1946, que lhe valeu a Taça Amália Rodrigues, entregue por Ercília Costa, passa a cantar, com autorização da Inspecção-Geral dos Espectáculos em vários cafés do empresário José Miguel, nomeadamente no Casablanca, era então apresentada como Maria Amélia Marques, só mais tarde adoptaria o apelido Proença que ainda hoje usa.

É no fado tradicional que afirma “sentir-se melhor” e quanto a repertório, atesta: “Escolho e experimento, até porque há fados que, sendo bonitos, não ficam bem na nossa voz. Sinto assim o fado, mais meu e, portanto, posso transmiti-lo melhor, com sentimento”.

Em 2005, ano em que a Casa da Imprensa distinguiu a sua carreira, Maria Amélia Proença participa a convite de Mariza no documentário “Mariza and the story of fado”, em 2009 foi homenageada, no Museu do Fado, pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, e em 2011 recebeu o Prémio Amália/Carreira.

A fadista canta, às terças-feiras, no restaurante típico Parreirinha de Alfama, para gáudio dos seus fãs.

 

 

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