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Manuel Simões nasceu há 100 anos

por FMSimoes, em 09.05.17

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Manuel Simões nascido há 100 anos em Pedrógão Grande, a 09 de maio de 1917, foi um homem amável, um empresário de rasgo que apostou em Portugal, que sempre sonhou de levar mais além a música e a cultura portuguesas, nomeadamente o fado.

Espírito empreendedor, Manuel Simões fundou a discográfica Estoril, criou a fábrica de discos Ibéria, abriu a Discoteca do Carmo, que se tornou uma referência no comércio de discos e, em 2001 enveredou todos os esforços e constituiu a Fundação com o seu nome, proprietária do seu espólio empresarial, nomeadamente da Estoril, e com objetivos por si definidos designadamente “ativar tudo o que estiver ao nosso alcance para que o fado seja cada vez mais uma referência nacional” junto dos portugueses e estrangeiros, realçando que “o fado é um tesouro da nossa cultura”, como deixou escrito.

Do seu punho saiu outro dos objetivos da Fundação: “que a futura tecnologia do audiovisual exige toda a nossa responsabilidade extensiva aos artistas e às pessoas de espírito criativo, ligadas a este setor”.

A Fundação, com sede na rua do Carmo, proprietária da famosa carrinha “Fleur de Lys”, é presidida pela sua sobrinha Rosa Amélia Piegudo, por sua vontade expressa, a quem cabe, juntamente com os órgãos sociais, “a missão da continuidade”.

Para Manuel Simões as cerca de 700 gravações, desde a década de 1940, das quais a Fundação é proprietária “são eternas e não têm preço se forem bem estimadas e reproduzidas”.

No âmbito do centenário do nascimento de Manuel Simões a Fundação inicia um conjunto de atividades que pretende levar a bom porto. A abrir, no próximo dia 16, realização de uma conversa entre amigos, no auditório do Museu do Fado, sobre o instituidor, quem era, como era, como se relacionava, fixar uma das personalidades marcantes da indústria discográfica, que teve um especial empenho pelo fado. Esta conversa conta com pessoas que conheceram e conviveram com Manuel Simões, a sua sobrinha Rosa Amélia Piegudo, o editor discográfico David Ferreira, o estudioso do fado e fundador da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, da qual Manuel Simões foi sócio, Luís de Castro, e é moderada pelo jornalista Nuno Lopes. Será um momento para lembrar a capacidade sonhadora e desbravadora de Manuel Simões, o seu trato afável, que acreditava que se devia “ir, sempre, por boas palavras”. Serão exibidos excertos de documentários estrangeiros sobre a atividade e a personalidade singular que é Manuel Simões. O momento não ficaria finalizado sem fado, com uma atuação de Anita Guerreiro, amiga de Manuel Simões, que foi o primeiro a gravar a sua voz. A criadora de “Tia Anica”, uma letra de Francisco Radamanto interpretada no Fado Bizarro, de Acácio Gomes, irá interpretar alguns temas do seu repertório, e será acompanhada pelos músicos António Parreira e Guilherme Carvalhais.

A Fundação conta ainda desvendar outras iniciativas até maio do próximo ano, projetando a criação de um Prémio para a edição discográfica com o nome de Manuel Simões, a edição de um duplo CD que sintetize a atividade de Manuel Simões como produtor discográfico, responsável pela primeira gravação de “Quem passa por Alcobaça”, de Belo Marques, por Maria de Lourdes Resende, com a qual venceu na categoria Canção Regional o Festival da Canção Latina, em 1955, realizado em Génova, de “Maria Preta”, de Caco Velho e Piratini, por Maria da Conceição, “Camélias”, por Margarida Amaral, ou “Grão de Arroz”, por Maria Adalgisa, e de tantos sons e vozes. Discos de jazz, de música regional portuguesa, de fado, de canção ligeira, com vozes como Berta Cardoso, Mariana Silva, Tristão da Silva, Manuel Fernandes, Francisco José, Fernando Farinha, Manuel de Almeida, Argentina Santos ou Alfredo Marceneiro.

 

 

 

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