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 Frei Hermano da Câmara - Prémio Amália Rodrigues Carreira

 

Mais de cem criadores, em diferentes áreas da Cultura e das Artes, viram o seu talento distinguido em 2014, ano em que se entregaram mais de 150 galardões de âmbito nacional.

Só no dia 22 de maio a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) distinguiu 23 personalidades das mais diversas áreas, do Bailado à Literatura, passando pela Música, a Rádio e o Teatro, entre outras.
A jornalista e escritora Maria Teresa Horta, de 76 anos, recebeu o Prémio de Consagração de Carreira, e na ocasião lembrou ter tido sempre “um percurso muito perto da literatura”.
Na área da Literatura foram entregues 14 galardões, entre eles, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), no valor de 15 mil euros, que distinguiu a obra “Que importa a fúria do mar”, de Ana Margarida de Carvalho, que para o júri revela “uma maturidade invulgar”.
O Prémio LeYa, o galardão literário de maior valor pecuniário – 100 mil euros -, foi para o romance de estreia do jovem de 24 anos Afonso Reis Cabral, "O meu irmão”.
De todas as áreas, a que mais prémios entregou foi a do Cinema, num total de 51, entre os dos festivais, os Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema, os Áquila, da Fénix Associação Cinematográfica, e outros, como os da GDA, cooperativa de Gestão de Direitos dos Artistas.
Joaquim Leitão recebeu o Sophia para Melhor Realizador pelo filme “Até amanhã, camaradas”, enquanto “A última vez que vi Macau”, de João P. Rodrigues e João Guerra da Mata, foi distinguido na categoria de Melhor Filme.
Na área da Música foram distribuídos 17 prémios, 13 deles entregues pela Fundação Amália Rodrigues, que, entre outros, distinguiu Frei Hermano da Câmara (Prémio Carreira), José Manuel Barreto (Melhor Intérprete) e a título póstumo, o editor discográfico Rui Valentim de Carvalho, com o Prémio Tributo.
O Prémio José Afonso foi para a fadista Gisela João e o Prémio Carlos Paredes para Pedro Caldeira Cabral pelo seu álbum, “Labirinto da guitarra”.
Na área de Ensaio foram atribuídos 15 galardões, nove pela Academia Portuguesa da História, entre eles, o Prémio Lusitania, no valor de dois mil euros, que galardoou a obra de Giuseppe Marcocci e José Pedro Paiva, “História da Inquisição Portuguesa (1536-1821)”.
Ao longo do ano foram distinguidas personalidades noutras áreas como o Teatro, com Raul Malaquias Marques a vencer o Grande Prémio SPA/Teatro Aberto pela peça “Ao vivo e em direto”, que vai estrear em 2015, na arquitetura, fotografia e artes plásticas.
Susana Ventura venceu o Prémio Fernando Távora por um roteiro de viagem que relaciona paisagens entre o Oriente e o Norte e Centro da Europa, intitulado “Expedição a uma arquitetura intensiva”.
Na Fotografia, os vencedores da 10.ª edição do Prémio BES Revelação foram Patrícia Bandeira, Pedro Henriques, Sofia Lopes Borges e Lúcia Prancha.
Ana Jotta venceu o Grande Prémio Fundação EDP Arte, no valor de 50.000 euros, cujo júri destacou “a [sua] constante inventividade que lhe dá sentido contemporâneo”.
O Museu do Caramulo, no concelho de Tondela, na Beira Alta, recebeu o Prémio Vilalva, no valor de 50 mil euros, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela “relevância, oportunidade e qualidade” do projeto de requalificação, da responsabilidade do ‘atellier’ da arquiteta Teresa Nunes da Ponte.
Na área dos Museus, o Prémio Reynaldo dos Santos foi entregue ao Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, pela exposição “Um gosto português. O uso do azulejo no século XVII”.
A escritora Lídia Jorge recebeu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelos governos de Portugal e Espanha, e o poeta brasileiro Alberto da Costa e Silva foi distinguido com o Prémio Camões, no valor de 100 mil euros, promovido pelos governos de Lisboa e Brasília.
O escritor turco Ohran Pamuk, pela “importante discussão” em torno dos valores fundamentais da Europa, recebeu o Prémio Helena Vaz da Silva, do Centro Nacional de Cultura, no âmbito do Prémios Europa Nostra.
Entretanto, este ano, foi anunciado a criação de novos prémios, nas áreas do Teatro e da Literatura. A companhia de teatro de Beja Lendias d’Encantar anunciou o Prémio Novas Dramaturgias para incentivar a produção de textos originais para teatro, e a câmara de Matosinhos, um de escrita teatral em Língua Portuguesa.
As câmaras de Constância, Covilhã e Baião, anunciaram, respetivamente, a criação dos prémios Alexandre O’Neil, António Alçada Baptista e Eça de Queiroz.

Foto: DR/avidaeumpalco.com/FMS

 

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