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O novo álbum da de Luísa Rocha, “Fado veneno”, antecipadamente elogiado pela Radio 4, é constituído apenas por poemas inéditos, alguns propositadamente para a sua voz, é publicado no dia 21 de setembro, e apresentado, parcialmente, no Festival “Caixa Alfama - Aqui há fado”, no dia 18.

O CD, que inclui poemas de Maria de Lourdes de Carvalho, José Carlos Malato, Gonçalo Salgueiro e Nuno Miguel Guedes, entre outros, revela “uma evolução amadurecida e consistente na carreira, tendo sido muito refletido e feito com toda a calma necessária”, de acordo com a fadista.
Em declarações à Lusa, citadas pelo Notícias ao Minuto, Luísa Rocha afirmou que este é “o passo certo a dar”, depois do álbum de estreia “Uma noite de amor”, há quatro anos.
Neste álbum, em que o músico Carlos Manuel Proença voltou a ser o produtor, a fadista referiu que “teve uma maior participação nas diferentes fases” criatitivas e que arriscou uma maior exposição de si própria.
“Na escolha de repertório expus-me mais, tive menos pudor, menos medo, despi-me mais dos preconceitos, quis mostrar ao público a minha forma de vida”, disse.
Um dos poemas que gravou e que considera “autobiográfico” é “Ao som das tuas mãos”, que o fadista e poeta Gonçalo Salgueiro escreveu para si, que interpreta na melodia do Fado Súplica, de Armando Machado.
“É a primeira vez que alguém canta um poema do Gonçalo Salgueiro, pois até aqui apenas ele tinha gravado poemas seus, e a sua produção é excelente”.
Salgueiro é também o autor de “Em ti”, tendo, pela primeira vez, escrito um poema para uma composição pré-existente, neste caso, de autoria de Carlos Manuel Proença.
Outro fadista que escreveu para Luísa Rocha foi António Rocha, que aponta como seu “grande mestre”, e que assina “Quando chegar a hora”, gravado na melodia do Fado Alexandrino, de Joaquim Campos.
“Neste CD não me refugiei tanto nas letras que falam de amor, como no primeiro álbum, em que todos os temas falavam de amor na terceira pessoa, neste tive mais coragem para me mostrar e dar a conhecer ao público, como é, por exemplo, o fado ‘O pobre’”, disse.
Jorge Fernando, autor deste fado, "O pobre", fez apelo a muitas das frases que a fadista usa no dia-a-dia, contou Luísa Rocha, que o gravou numa melodia original do guitarrista Guilherme Banza.
A fadista realçou a importância do “convívio com os autores”, tendo ido ao encontro da maioria deles, para lhes explicar o que pretendia de cada um.
“O resultado em cada poema é conjugação entre a forma como eu me vejo e como eles me veem, o que é mais enriquecedor”, disse.
“O [José Carlos] Malato, por exemplo - eu já conhecia poemas dele -, sendo esta a primeira vez que é gravado. A sua escrita revela uma intensidade fadista, e propôs-me uma forma diferente de encarar uma separação amorosa, em que quem canta é quem assume a culpa, e não culpabilizando o outro, como habitualmente”, contou.
O poema intitula-se “Fado veneno”, que Luísa Rocha interpreta no Fado Porto, de Joaquim Cavalheiro Júnior, e foi o escolhido para abrir e intitular o álbum.
Nuno Miguel Guedes assina “Pó e nada”, que escreveu para o Fado Esmeraldinha, de Armando Machado. Luísa Rocha aponta-o como “um reflexão crítica sobre os caminhos que trilhamos, realçando a nossa responsabilidade nas escolhas”.
“Meu peito rasgado a fogo”, que Luísa Rocha interpreta no Fado Alvito, de Jaime Santos, é uma exceção neste CD, pois foi uma escolha da fadista a partir do livro de poemas homónimo de Maria de Lourdes de Carvalho, editado no ano passado.
“Quando o li, escolhi-o instantaneamente. É esta a forma como eu me vejo, um misto de atrevida, inocente e envergonhada”, disse.
O álbum é constituído por dez temas, sendo a fadista acompanhada pelos músicos Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, e Daniel Pinto, na viola baixo.

Foto:LR/FMS

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