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Novo álbum de Luísa Amaro

por FMSimoes, em 10.06.14

 

“Argvus” é o tútulo do novo álbum de Luísa Amaro, em que a guitarra portuguesa é a protagonista, vagueando por paisagens sonoras mediterrânicas, destacando-se a utilização da lingua grega com a participação da cantora Kyriacoula Constantinou.

Luísa Amaro é acompanhada no álbum, editado pela Althum, por Gonçalo Lopes (clarinete e baixo continuo), por Enrico Bindocci (piano) e pela cantora cipriota Kyriacoula Constantinou
Luísa Amaro, que toca atualmente guitarra portuguesa e foi a última acompanhadora de Carlos Paredes, afirmou que “este CD é mais denso, que os anteriores, mais introspetivo, e onde a guitarra portuguesa está mais afirmativa, principalmente nos solos”.
“Enrico Bindocci disse-me algo que se encaixa perfeitamente neste trabalho: ‘a tua guitarra é como uma caravela que percorre a costa mediterrânica, que deixa coisas e traz outras’; e chamou-me à atenção para a singularidade da guitarra portuguesa, que, ao contrário do alaúde árabe que seca tudo à sua volta quando é tocado, a guitarra portuguesa se liga muito mais aos outros instrumentos, como que se infiltra, nunca os abafa", contou Luísa Amaro.
A compositora afirmou que o álbum “tem um fundo grego - há aliás canções em grego” -, e definiu-o como “uma viagem em que se passa de um tema a outro, como de uma paisagem mediterrânica para outra”.
“Este CD é feminino, há nele uma doçura, uma fragilidade e sensibilidade que se notam, por exemplo, em composições como ‘Cacilda’ ou 'Penélope’”, disse a compositora.
O título do álbum - Argvs - é o da primeira composição do alinhamento, e remete imediatamente para o imaginário grego e para a ‘Odisseia’, de Homero. Argvs é o nome do cão do herói lendário Ulisses e o único que o reconhece quando regressa a casa, na ilha de Ítaca, depois da ausência de vários anos.
“Argvs é o símbolo da doçura, e o facto de ser o único a reconhecer Ulisses quando regressa, é algo muito bonito, emotivo e muito triste, e são valores que devemos preservar e que era por aqui que devia ir a Europa”, disse Luísa Amaro, que salientou que “a Grécia e Portugal estão em extremos opostos, geograficamente, do [mar] Mediterrâneo”.
O convite a Enrico Bindocci e a Kyriacoula Constantinou foi “um acaso”, disse à Lusa Luísa Amaro, que os conheceu no final de um concerto seu em Itália.
“Kyriacoula Constantinou começou por fazer uns vocalizes no tema ‘Desideri’, que ficaram ótimos, magníficos e decidi então que era por aqui que queria ir, e trabalhámos juntos”, contou.
“O canto de Kyriacoula é qualquer coisa superior que, mesmo sem percebermos a letra, nos consegue unir”, acrescentou.

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