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Uma exposição, em Lisboa, no Museu Nacional do Teatro e no Teatro Nacional D. Maria II, evoca Lucien Donnat, “um dos três melhores desenhadores teatrais”, afirmou Vítor Pavão dos Santos à Lusa, segundo a imprensa.

Vítor Pavão dos Santos, historiador de teatro, é um dos curadores da mostra que, além do teatro, contempla a vertente de decorador de interiores, esta sob curadoria de Rui Afonso Santos.

Na área de decoração refira-se o trabalho feito nos hotéis Palácio do Estoril e Avenida Palace, em Lisboa. O seu atelier situava-se no largo Trindade Coelho, ao Bairro Alto. 

Pavão dos Santos referiu-se ao trabalho de Donnat como “muito sólido, rigoroso e moderno” na área do teatro, na qual trabalhou praticamente em exclusivo de 1941 até 1974, com a companhia Rey Colaço-Robles Monteiro.

Lucien Donnat morreu em 2013, aos 92 anos, e, além da área teatral, distinguiu-se como decorador de espaços públicos.

A exposição divide-se pelo Museu do Teatro, ao Lumiar, onde estão expostas maquetas e uma cronologia da atividade de Donnat, e pelo Teatro Nacional D. Maria II, mp Rossio, e onde se inclui figurinos para a peça "Antígona", que marcou a estreia da atriz Mariana Rey Monteiro, em abril de 1946.

Depois de 25 de Abril de 1974, Lucien Donnat deixou o teatro, esteve no Brasil, fez trabalhos na área da decoração e só regressou aos palcos em 1994, no Teatro de Pesquisa A Comuna, onde trabalhou na peça “A Senhora Klein”, Nicholas Wright, numa encanação de João Mota.

A sua relação com as artes ia, de qualquer forma, muito para além disso, como o próprio contou numa entrevista a Maria João Seixas, na revista Pública, em 2002 – era “demasiado dotado”. Dizia então: “Nunca fui profundo em nada, tamanha era a facilidade que havia em mim para muita coisa: toco piano, canto, desenho, escrevo, faço poesia, cozinho, amo…”.

Nasceu em Paris, em 1920, filho de um pai judeu não praticante e de uma mãe, católica, que morreu quando ele tinha 14 anos, e da qual, dizia, herdou a vocação para o teatro e a decoração. Frequentou o curso de Belas-Artes em França.

Dos muitos trabalhos “notáveis” no TNDM, o seu amigo, o ator Alberto Villar, destacou, em declarações à Lusa, duas peças de Shakespeare, “Sonho de uma Noite de Verão” e “Romeu e Julieta”, ambas do início dos anos 1960.

O TNDM que o homenageou uma semana antes de morrer, sem a presença do cenógrafo, pois encontrava-se já hospitalizado, destcalou Donnat como "um dos maiores desenhadores" da cena teatral portuguesa, "um prodígio de imaginação" e "bom gosto".

Além do trabalho no Teatro Nacional, colaborou com a companhia Os Comediantes de Lisboa e também no teatro de revista.

À Pública, Lucien Donnat contou sobre esses tempos: “Sim, comecei como cenógrafo e depois, a pouco e pouco, fui adquirindo uma posição de ‘eminência parda’, papel que sempre adorei representar. Acho que talvez seja, bem no fundo de mim, um manipulador”.

Da autoria dos dois curadores foi editada a monografia “Lucien Donnat – um criador rigoroso”, pelo TNDM e a Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Foto: José Marques/TNDM

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