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O atual diretor da galeria de arte do Casino Estoril, Nuno Lima de Carvalho, decidiu dar um destino “a milhares de imagens e lembranças” de 60 anos de vida profissional e pessoal, no livro “Duas Vidas. Muitas Vidas”.

Na abertura do livro, profusamente ilustrado com fotografias que registam momentos de uma carreira profissional iniciada em 1956, como diretor de serviços na União de Grémios dos Espetáculos, e, desde 1971, ao serviço do grupo Estoril-Sol, Nuno Lima de Carvalho faz uma reflexão sobre a importância das “suas” memórias.
“Nunca pela cabeça me passou a ideia de escrever um livro de memórias”, afirma Lima de Carvalho, considerando a sua vida “tem sido tecida de coisas simples e vulgares, que se foram sucedendo. No desempenho dos cargos”, que exerceu.
Referindo-se às diferentes funções que assegurou, o galerista reconhece que conheceu e privou "com muitas pessoas” e das quais muitas vezes nasceram "relações de amizade, nas áreas do Turismo, da Cultura, da Arte, em especial das Artes Plásticas, da Literatura do Jornalismo, da própria Gastronomia e outros setores da atividade humana”.
Um desses seus amigos foi o escritor Jorge Amado e sua mulher, Zélia Gattai. De Amado reproduz-se no livro um texto em que o escritor brasileiro, autor de “Gabriela Cravo e Canela”, enaltece o facto de Lima de Carvalho ter recebido o título de cidadão honorário de Salvador da Bahia, ou como se diz no Brasil, “cidadão soteropolitano”.
“Título mais merecido nenhum portuga o recebeu desde os tempos de Tomé de Souza, o primeiro Governador” do Brasil, sublinha Jorge Amado para, em seguida, enfatizar que Nuno Lima de Carvalho “é sobretudo um grande amigo do Brasil, o incondicional da Bahia”, enumerando o seu trabalho de divulgação de artistas plásticos e escritores do Brasil em Portugal e também a realização da Semana do Estoril na Bahia, com os escultores Dorita Castel’Branco e Chartres d’Almeida, os pintores Carlos Botelho, Maluda, Júlio Resende e Francisco Relógio, o ceramista José Franco, o escritor Fernando Namora ou Amália Rodrigues.
Outro escritor brasileiro, João Ubaldo Ribeiro, aponta Lima de Carvalho como “Flor de Portugal, fidalgo-mor do Estoril”. Sem ele, “a existência brasileira em Lisboa não poderia ser tão feliz quanto é”.
São estas e outras memórias que se vão desvanecendo “em minúsculos registos, que se arrumam nas mil gavetinhas da memória e que irremediavelmente morrem connosco para todo o sempre”, escreve Lima de Carvalho.
“Apagam-se por completo milhares de factos, acontecimentos, que afinal foram a textura da nossa vida. Os nossos afetos, as imagens dos nossos familiares e amigos, das pessoas que foram a referência das nossas relações profissionais e sociais”, e que um a um Lima de Carvalho retoma e conta como foi.
Memórias que foi recuperando depois da editora da revista Egoísta lhe ter pedido uma ou duas histórias da galeria de arte – “que é menina dos meus olhos”, confessa – e que o levou a “continuar a recolha”, porque reconhece que tem “muito para contar”.

 

Capa_Livro.jpg

 

O autor faz questão de destacar, logo na abertura da obra, com dois textos autónomos, a sua mulher, Maria Clarinda, falecida no ano passado. É por ela que o livro se intitula “Duas Vidas”, porque “sempre trabalhou” a seu lado. Recorda ainda o irmão, o antropólogo Abílio Lima de Carvalho, um dos fundadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, “o bom padre Abílio”, como se lhe refere Jorge Amado, e que Nuno atesta ser “a referência maior” da sua vida.

Foto: Estoril Sol/FMS

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