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A fadista Liliana Luz estreia-se discograficamente com o álbum “Espelho da saudade”, que definiu como “um disco equilibrado, entre fados tradicionais e os com refrão, num ambiente tradicional”, segundo o Notícias ao Minuto.

“Este CD fala essencialmente de amor, também de desamor e de saudade, acima de tudo”, afirmou a fadista à Lusa, acrescentando: “Amor e desamor são uma temática onde me encontro e sinto à vontade”, cite o mesmo site.
Liliana Luz, que canta regularmente na casa de fados Senhor Vinho, em Lisboa, disse que ainda sente necessidade de se identificar, nem que seja parcialmente, com a letra que interpreta.
“Confesso que sinto a necessidade de olhar para uma letra e ver-me um bocadinho ali, até pode não ser no todo, mas tem de haver ali alguma coisa que tenha vivido ou sentido de muito perto”, afirmou.
“Ainda não consigo cantar temas que não tenha vivido a cem por cento; se me derem uma letra com uma situação que eu nunca tenha experimentado ou vivido, tenho de ir procurar um sentimento que não conheço”, acrescentou.
Neste álbum, Liliana Luz canta 11 temas, entre fados tradicionais e musicados (com refrão), acompanhada à guitarra portuguesa por Paulo Parreira, responsável pela produção e pelos arranjos musicais, e Luís Pontes, na viola e viola-baixo.
O tema “Leio em teus olhos”, de Mário Moniz Pereira, letra e múica, conta com a participação do acordeonista João Gentil, de Cantanhede, terra natal da fadista.
Este tema do repertório de Lucília do Carmo, não é o único que Liliana Luz recria neste álbum, do qual fazem parte “Barco negro” (David Mourão-Ferreira-Caco Velho/Piratini), de Amália Rodrigues, “A saudade aconteceu” (Jorge Rosa/fado Maria Vitória, de Alves Coelho), de Camané, “O teu nome meu amor” (José Luís Gordo/Fontes Rocha), de Maria da Fé, ou ainda “Saudade vai-te embora” (Júlio de Sousa), tema gravado por Fernanda Maria e Celeste Rodrigues, entre outros fadistas.
Referindo-se à recriação de temas, Liliana Luz afirmou: “Tenho de dar uma interpretação minha e desligar-me do original, melhor ou pior é a minha, e essa é uma das grandes virtudes do fado, pois cada um sente o poema e a música à sua maneira, pois temos todos vivências e sentimentos diferentes”.
Entre criações suas, a fadista referiu “O espelho da saudade” e “Não era um tempo de fado”, ambos de José Luís Gordo interpretados, respetivamente, no fado Zé Grande, de Raul Simões Pereira, e no fado Zé António de Quadras, de José António Sabrosa, e ainda “Se tu soubesses”, de Tozé Brito, letra e música, e “Manhã calada de amor”, de José Luís Gordo, que canta no Fado Franklin de Sextilhas, de Franklin Godinho.
O “Rosa de amargura”, letra gravada por Francisco Sobral, no Fado Santa Luzia, Liliana Luz optou por o cantar no Fado Britinho, de Frederico de Brito.
Gravar este CD “não foi um percurso fácil”, envolveu “muito trabalho, pesquisa e força de de vontade”, além da ajuda financeira dos pais, disse a fadista que afirmou ter feito, com Paulo Parreira, “uma seleção criteriosa” dos temas que o constituem.
Liliana Luz começou a cantar aos 17 anos, “mas a sério, há sete”, desde que passou a integrar o elenco do Senhor Vinho.
Maria da Fé é, desde logo, uma das suas referências, com quem “se aprende todos os dias”, outras são Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Fernando Maurício, Carlos do Carmo, Camané “e tantos, tantos, outros, dada a riqueza desta arte, entre os atuais e os que nos precederam”.
A fadista afirmou que canta mais fado musicado (fados com musica própria, não tradicionais), apesar de gostar do tradicional, mas, como afirmou, acha que o musicado "entra mais" num público mais alargado. "Fora da casa de fados, as pessoas gostam mais do musicado, há poucos fadistas a cantar apenas e exclusivamente fado tradicional. O fado não deixa de ser fado por ser musicado”, rematou.
Para a intérprete, “cantar diariamente numa casa de fados é uma marca de água; é essencial, pois é uma escola, um laboratório, onde se aprende através do convívio com músicos e fadistas mais velhos”.
“Na casa de fados o ambiente é muito mais intimista do que no palco, muito mais visceral”. “É completamente diferente e preenche-nos de outra maneira”, acrescentou.

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