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Os fadistas José Manuel Barreto e André Baptista, o investigador Jorge Trigo e o poeta Manuel Alegre fazem parte do lote de distinguidos, este ano, com o Prémio Amália.
Este ano, o júri presidido pelo músico Tozé Brito atribuiu o Prémio Amália Intérprete a José Manuel Barreto, de 70 anos, que começou a atuar como fadista profissional, nos finais da década de 1980, ao lado de Nuno da Câmara Pereira e Teresa Tarouca, na casa de fados Nove e Tal, em Lisboa.
“Reconhecido intérprete do Fado tradicional/raiz popular, atuou e atua, nas tradicionais casas de dado de Lisboa, e não só, criando uma ambiência que nos transporta à sonoridade do Fado da segunda metade do século XX”, afirma o júri.
O Prémio Revelação foi atribuído ao fadista André Baptista, que se estreou discograficamente com o álbum “Um Fado Nasce”, produzido e concebido por Gonçalo Salgueiro, numa homenagem a Alberto Janes, compositor de Amália, e que editou no ano passado o CD “Gentes de Fado”.
Segundo o júri, “é um jovem que se vem revelando seguro e apurado, na utilização das suas qualidades vocais e emocionais”.
Frei Hermano da Câmara, de 80 anos, é distinguido com o Prémio Carreira. “Intérprete, compositor e autor, com uma carreira diferenciada pela originalidade e genialidade, começada no estilo chamado ‘fado aristocrático’, saiu da boémia para o convento e, daqui, para o mundo. A maneira como Frei Hermano nos transmite a sua fé, na doçura da sua voz e na postura da sua figura, criaram o mito que a partir dos anos 1950 nos tem maravilhado”, justifica o júri.
O Prémio Saudade/“Lembrar para Honrar” foi este ano atribuído a Alfredo Marceneiro, falecido em 1981, autor de fados que continuam a fazer parte do repertório de todos os fadistas como o fado Cravo, fado Bailado ou o fado CUF, entre outros. Um “criador, autor, intérprete e estilista do fado; a maior referência masculina do fado no século XX”, atesta o júri.
O poeta Manuel Alegre, de 78 anos, de quem, entre outros poemas, Amália cantou “Meu amor é marinheiro” e “Trova do vento que passa”, foi distinguido com o Prémio Autor.
O júri salienta que o poeta é um “confesso amigo e admirador de Amália” e “tem mantido ao longo da sua vida uma forte ligação ao fado, sendo cantado por diversos intérpretes de diversas gerações”.
O fadista, guitarrista, construtor de guitarras, poeta e compositor Carlos Macedo, de 67 anos, foi distinguido com o Prémio Compositor.
Em 2007, Carlos Macedo editou o álbum “Ser Peregrino”, totalmente preenchido por melodias de sua autoria e, em 2010, editou o CD “Entre Nós e o Fado”, também com letras e composições suas.
O júri assinala a sua “longa carreira” e sublinha que “tem passado discretamente ao lado do reconhecimento”.
Marta Pereira da Costa, que toca guitarra portuguesa, e este ano já se apresentou, entre outros países, na Roménia e nos Estados Unidos, foi distinguida com o Prémio Instrumentista.
Para o júri, o prémio visa “aplaudir e estimular uma jovem que está a iniciar uma carreira, invulgar na mulher portuguesa”.
“Não é a primeira mulher a tocar guitarra, mas foi a primeira a ser gravada em disco de fado. Estejamos, pois, atentos. É um nome a seguir”, remata.
Os prémios vão ser entregues em Lisboa, no Teatro Municipal S. Luiz, numa gala a realizar no dia 06 de outubro de 2014, quando se completam 15 anos sobre a morte de Amália Rodrigues.

Foto; DR/FMS

 

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