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José Gonçalez editou um novo álbum, “Improvável”, em que assina as autorias de todos os temas, música e letra, e partilha as interpretações com nomes como Maria da Fé e Vitorino.
Em declarações à agência Lusa José Gonçalez, com mais de 25 anos de carreira, afirmou que “a amizade é transversal” ao CD, que é “uma bênção de vida”.
“Eu escrevia algumas coisas e um dia em conversa com a diretora-geral da discográfica Sony Music, Paula Homem, surgiu o convite para fazer um disco de fado tradicional com letras minhas, e depois reuni-me com o [músico] Jorge Fernando, que se colocou logo ao meu lado para produzir, e estendi esse desafio a compor umas músicas”, contou o fadista.
“Surgiu-me então a ideia de fazer um disco completamente diferente, o tal ‘improvável’, completamente com letras e músicas minhas, e ainda mais ‘improvável’, desafiar amigos meus para gravarem comigo”, acrescentou.
José Gonçalez tinha já escrito e composto anteriormente, apesar “de pouca gente o saber”, e idealizou cada tema a “pensar na pessoa” com quem ia partilhar a interpretação.
“Cada tema foi escrito e composto a pensar em cada um dos intérpretes, todos os temas, à exceção do que interpreto com a Cuca Roseta”, disse o fadista explicando que “Uma Ponta d’Ilusão”, que interpreta com a cantora, foi inicialmente pensado para Ana Moura, que não o incluiu no seu álbum, e como “há coisas que acontecem por bem”, surge no alinhamento de “Improvável”.
Neste tema, composto inicialmente em ritmo de balada, por Tozé Brito, José Gonçalez decidiu “torná-lo num ritmo de samba respeitando a linha melódica do Tozé Brito”.
Os convidados, além de Cuca Roseta, são os Sangre Ibérico, Vitorino, Jorge Fernando, Gonçalo Salgueiro, Filipa Cardoso, José Cid, Maria da Fé, FF e o pianista Júlio Resende.
Ana Moura e António Zambujo são “dois amigos que ficam a faltar neste CD”, mas que não foi possível concretizar. “Fica para uma próxima vez”, ressalvou.
“Se há uma linha que nos une a todos, transversal a todos os convidados do disco, é que são pessoas que estimo muito, que admiro profissionalmente, gente de muito talento, e que são meus amigos, esse é que é o fio condutor”, declarou José Gonçalez, que há dois anos editou o álbum “Até Deus Gosta de Fado”, com o qual celebrou 25 anos de carreira.
O fadista, que também é radialista, afirmou que este disco “foi, a vários níveis, ‘improvável’ e surpreende”, mas resulta de uma “filosofia de vida": "Nós devemos estar abertos e disponíveis para o que a vida nos quiser trazer e sabermos fazer uma triagem lógica e digna e de respeito do que podemos fazer dela, mas tudo o que tiver de acontecer, acontecerá”.
O fadista realçou ainda “o alto nível artístico dos músicos” que escolheu, designadamente Ângelo Freire, José Manuel Neto, Jorge Fernando, Edu Miranda, Máximo Ciuro, David Jerónimo e a Big Band de José Cid.
“O CD é o reflexo de uma vida em que tenho tentado ser o mais correto possível, o mais honesta e digna possível, da minha forma de estar na vida”.
José Gonçalez nasceu há 47 anos em Estremoz, no Alto Alentejo, onde durante 18 anos dirigiu a Rádio Despertar. Foi atleta de hóquei em patins e, aos 15, foi finalista da Grande Noite do Fado de Lisboa, à qual voltou no ano seguinte.
Com 18 anos gravou o seu primeiro disco, composto por temas todos escritos por si, assinando também, algumas das composições, antes de fazer uma paragem para se dedicar ao desporto, tendo voltado em 1996 aos discos com o CD “Voz do Meu País”, produzido por José Cid e António Pinto Basto.

Foto: CaixaAlfama/FMS

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