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O escritor argentino Jorge Luís Borges (1899-1986) é a personagem central do novo livro de Jorge Barreto Xavier, “Alexandria”, o primeiro que escreve sob a forma de narrativa.

Jorge Luís Borges, autor de “História Universal da Infâmia", “quase sempre calado, fez desde muito cedo nascer e crescer as palavras, primeiro numa fala consigo próprio, depois escrevendo nas folhas dos cadernos que a sua mãe mandava comprar na papelaria Veritas”, escreve Barreto Xavier no início da obra.
O autor desenvolve a sua narrativa traçando um paralelo, por antagonismo, entre o escritor argentino, de ascendência portuguesa, e o Imperador Alexandre, o Grande, que viveu entre os anos 356 e 323 antes de Cristo, e que foi Rei da Macedónia, Xá da Pérsia e Faraó do Egito.
“Jorge Luís, qual antinomia do marcial Alexandre, vergou pacificamente o tempo e o espaço à sua passagem, as palavras, curvando as linhas de múltiplos universos. Dessa forma se construiu um império para lá do fio do horizonte”, escreve Barreto Xavier.
O autor chama à atenção para as "semelhanças heroicas" e as "distinções entre os territórios conquistados", pela escrita de Jorge Luís Borges “e os feitos do magno Alexandre”.
Barreto Xavier afirma que teve “o singular privilégio de privar com Borges em diferentes ocasiões”. “Primeiro, por acaso do destino e, depois, pelo meu comprometimento e fascínio por ele”, esclarece.
O autor optou por tratar o escritor apenas pelo seu apelido “o Borges”, e explica: “É um sinal de aparente intimidade, contendo proximidade e distância”.
“Esse paradoxo serve-me para vos falar e dar nome à minha relação com Borges”, justifica, e mais adiante esclarece: “Falo da experiência ‘de’ Borges e não ‘com’ Borges por saber que discursar no uso do ‘com’ seria um abuso da preposição”.
“É um facto que contactei Borges, mas poderei dizer que estive ‘com’ ele? Para a afirmação ‘Estive com Borges’ ser verosímil, precisaria que a certeza da concretização de um encontro me animasse”.
Jorge Barreto Xavier, de 52 anos, atualmente professor no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, além de secretário de Estado da Cultura (de outubro de 2012 e outubro de 2015), desempenhou outras funções públicas, como a de vereador da Cultura, em Oeiras, e a diretor-geral das Artes (2008/2010).
Autor de várias obras, esta é “a primeira sob a forma narrativa”, como afirma a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, que a chancela.

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