Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




joao_braga.jpg

 

João Braga, com uma carreira de mais de 50 anos, abre no dia 10 à noite, em Lisboa, o ciclo “Fado com Alma”, uma iniciativa da Academia da Guitarra Portuguesa e do Fado (AGPF), que visa apresentar fado “num ambiente intimista”.
O ciclo realiza-se no Auditório do Liceu Camões, em Lisboa, e até finais de novembro, entre outros nomes, estão previstas as atuações de Teresa Siqueira, Filipa Cardoso, Cristina Nóbrega e Pedro Moutinho, adiantou à agência Lusa o presidente da AGPF, Nuno Siqueira.
“A ideia destes concertos é a de permitir, numa sala acolhedora e num ambiente intimista, ouvir os melhores fados da carreira de cada um dos intérpretes convidados, sem a preocupação de estarem a apresentar e a divulgar os seus últimos discos”, disse Nuno Siqueira.
Na opinião do músico amador e poeta, “o fado corre o risco de desvirtuar as suas características”.
“É tal a busca de novidade, que começam a aparecer elementos de descaracterização, e isso preocupa-nos. A nossa ideia na AGPF é apresentar um ciclo para que quem gosta mesmo de fado não saia defraudado, que oiçam fado verdadeiro e que os artistas não tenham a preocupação de apresentar o seu mais recente trabalho, que nem sempre é o melhor”, afirmou Nuno Siqueira.
O responsável referiu ainda que “começam a aparecer [no fado] temas e elementos que se afastam do fado, ou daquilo que nós conhecemos como fado, e este é o espírito dos concertos, ouvir o fado, fado”.
João Braga, um dos primeiros fadistas a cantar Fernando Pessoa, abre o ciclo na sexta-feira, acompanhado pelos músicos Pedro Castro, na guitarra portuguesa, Jaime Santos Jr., na viola, e Joel Pina, na viola-baixo.
Em junho de 1964, João Braga, agora com 71 anos, inaugurou a casa de fados Estribo, no concelho de Cascais, nos arredores de Lisboa, em parceria com o fadista Francisco Stoffel. No ano seguinte, recebeu o seu primeiro 'cachet' – mil escudos –, nas Festas de N. S. do Castelo, em Coruche.
O ano de 1967 marca a sua estreia como profissional, editando o disco “É Tão Bom Cantar o Fado” e ainda três outros EP e o álbum “A Minha Cor”.
João Braga, ainda estudante universitário de Direito, cantou o fado e foi redator dos jornais O Século Ilustrado e O Volante, e com o divulgador de jazz Luis Villas-Boas, fez parte da equipa fundadora do I Festival Internacional de Jazz de Cascais, em 1971. No ano anterior tinha fundado a revista Musicalíssimo, de que foi editor até 1974. Em 1972 participou no Festival RTP da Canção com o tema “Amor de Raiz”.
Em novembro de 2014 João Braga apresentou no Teatro S. Luiz, o espetáculo “Saudade Património do Fado”, 10 anos depois da última vez em que tinha subido àquele palco lisboeta, em nome próprio, tendo no final do espetáculo recebido a Medalha de Mérito, grau ouro, da cidade de Lisboa.
A AFGP, uma associação sem fins lucrativos fundada em 1994, retomou as suas atividades regulares, no ano passado, tendo inaugurado, em novembro, a coleção "Poetas do Fado" com uma antologia do poeta Isidoro Maria d'Oliveira, e apresentado um recital de guitarra por João Torre da Guia, no Museu do Fado.

Foto: DR/FMS

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter