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O primeiro disco de jazz gravado em Portugal, em 1957, e uma fotografia inédita do pianista Duke Ellington com Eusébio integram uma exposição sobre os 100 anos de jazz em Portugal, patente na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, ao Campo Grande.

A exposição reúne fotografias, ilustrações, documentos inéditos, recortes de imprensa e excertos de filmes e de música que registam as primeiras manifestações e referências ao jazz em Portugal, no começo do século XX.
Com o título "Txim, txim, txim, pó, pó, pó, pó: 100 anos de Jazz em Portugal", a exposição ficará patente na Biblioteca Nacional até setembro e é comissariada por João Moreira dos Santos, investigador que se tem dedicado há duas décadas anos a estudar o jazz em Portugal.
Entre a documentação reunida por João Moreira dos Santos conta-se, por exemplo, uma fotografia na qual surgem o pianista Duke Ellington e o futebolista Eusébio em 1966, e uma imagem que regista a primeira 'jam session' em Lisboa, em 1948.
Na exposição poder-se-á ouvir o disco que o clarinetista Domingos Vilaça gravou em 1957, no estilo 'dixieland' e que é considerado o primeiro álbum de jazz editado em Portugal.
Há ainda referências ao Cascais Jazz, a Luís Villas-Boas e ao Hot Clube de Portugal, o mais antigo clube de jazz em Portugal, ao trabalho gráfico de Stuart Carvalhais, Emmerico Nunes e Almada Negreiros e à forma como o jazz era entendido há 100 anos e, em particular, durante o Estado Novo.

 

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João Moreira dos Santos incluiu ainda excertos da presença do jazz no cinema português, nomeadamente nos filmes "Fátima Milagrosa" (1928), de Rino Lupo, e "A Castelã das Berlengas" (1930), de António Leitão, e revela as primeiras definições de jazz na imprensa nacional.
Segundo o comissário da exposição, as primeiras referências ao jazz, ou ao 'ragtime', surgiram em 1916 pelo jornalista e diplomata Alfredo de Mesquita no livro "A América do Norte" e em 1917 no jornal A Capital.
"Cem anos volvidos, o jazz ouve-se nas melhores salas de concertos em Portugal, apresenta-se em festivais que lhe são dedicados - de norte a sul e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira - e aprende-se em múltiplas escolas e conservatórios até ao nível do ensino superior", afirma João Moreira dos Santos a propósito este género musical, cita o Notícias ao Minuto.
João Moreira dos Santos é autor de vários livros sobre jazz, nomeadamente "Jazz em Cascais - Uma história de 80 anos", "Cascais Jazz - 40 anos de um festival mítico" e "Roteiro do jazz na Lisboa dos anos 20-50".

Fotos:  João Moreira dos Santos/FMS

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