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Investigadores de universidades de Lisboa estão a estudar a Avenida Almirante Reis, localizada na freguesia de Arroios, com o objetivo de descobrir o papel deste eixo na história e na atualidade da cidade, evitando também futuras “intervenções casuísticas”.
“A nós interessava-nos perceber qual foi o papel desta avenida na história da cidade, se através dela podemos contar uma outra história de Lisboa, e perceber também o seu papel na Lisboa contemporânea”, disse hoje a coordenadora do projeto, Filipa Ramalhete, em declarações à agência Lusa, citadas pelo Notícias ao Mundo.
A responsável do Centro de Estudos de Arquitetura, Cidade e Território da Universidade Autónoma de Lisboa – entidade que está a realizar o estudo em colaboração com o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa – destacou que a avenida “não está tão estudada como outras zonas da cidade”, apesar de ter sido “muito importante na expansão de Lisboa no século XX”.
“É um bocadinho as traseiras da cidade, é uma expansão mais pobre, é uma expansão que, do ponto de vista arquitetónico, não é tão exuberante, tão expressiva ou tão interessante como noutras zonas da cidade”, assinalou.
Ainda assim, de acordo com Filipa Ramalhete, esta “é hoje uma das zonas mais dinâmicas da cidade do ponto de vista demográfico e porque tem tido bastante intervenção e renovação”.
“Se calhar por ser menos nobre é que é mais fácil arranjar casa ali. Acaba por ter um movimento muito interessante de imigrantes, de estudantes e de lisboetas que não querem sair da cidade”, exemplificou.
A Almirante Reis. anteriormente a 1910 denominada Rainha D. Amélia, é também “a avenida mais longa do miolo da cidade”, com uma extensão de cerca de três quilómetros, que liga a praça do Martim Moniz à praça Francisco Sá Carneiro, no Areeiro, recordou.

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Segundo a especialista, “face às transformações que a cidade está a ter, esta é também a altura certa para fazer um estudo que permita pensar um bocadinho sobre as intervenções no futuro”.
“É a altura de compreender o que é que pode ser feito, o que deve ser preservado e no que é que se deve intervir, antes que aquela zona, por ser uma zona esquecida, esteja completamente à mercê de intervenções casuísticas que depois poderão não ser muito interessantes”, adiantou a investigadora.
Este projeto académico vai ser apresentado na sexta-feira num colóquio que se inicia pelas 09:00 no Mercado de Arroios.
Depois dos trabalhos, iniciados há cerca de ano meio e dados agora a conhecer, os resultados serão publicados num “Atlas da Almirante Reis”, adiantou Filipa Ramalhete, estimando que isso aconteça em 2017.
A iniciativa conta com o apoio da junta de freguesia de Arroios, autarquia que pretende que a Avenida Almirante Reis “seja cada vez mais vivida e não seja só uma pista de automóveis”, segundo a presidente da Junta, Margarida Martins.
Falando à Lusa, a autarca sugeriu que o antigo Hospital de Arroios, junto à Praça do Chile, fosse requalificado para habitação e frisou que “era importante que o polo [cultural e com alojamento turístico] no antigo hospital do Desterro abrisse”.

Fotos: DR/FMS

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