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Iniciativas

por , em 11.04.16

Centenário de Manuel Simões (1917-2017)

 

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Fundação apoiou Festival ImigrArte

 

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A Fundação Manuel Simões (FMS) apoiou a edição deste ano do Festival ImigrArte, que decorreu em Lisboa nos passados dias 12 e 13 de novembro, que foi organizado pelo décimo ano consecutivo.

O Festival ImigrArte é organizado pel’ A Solidariedade Imigrante, Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, fundada em 2001 e, que segundo os seus números conta “com mais de 25 mil sócios, de cerca de 97 nacionalidades.

Segundo a associação, “a sua ação é estruturada e desenvolvida em diferentes áreas de trabalho, interligadas entre si, das quais destacamos o atendimento e apoio jurídico aos imigrantes, as atividades de interculturalidade e cidadania, as acções envolvendo mulheres imigrantes, o atendimento especializado de apoio ao emprego, as actividades formativas não formais e as actividades de mobilização social”.

Segundo a associação, pretende-se “abordar as atividades interculturais na ótica dos excluídos, onde se integram também os cidadãos estrangeiros, onde a diversidade pode ser um fator importante na inclusão como direito, no combate à discriminação e fundamentalmente pelo direito à emancipação das relações que produzem e condicionam a exclusão, e pelo direito a produzir novas relações na valorização de quem transporta consigo experiências e saberes, sonhos e sabores, diversidade e vontade de interagir com todos num espírito de universalidade nesta aldeia global”.

O Festival visa, “num acto de cidadania e resistência”, “evidenciar as potencialidades culturais do/as imigrantes, através das mais variadas formas, onde as pessoas se sentem cidadãos de corpo inteiro, reconhecidas na sua dignidade, onde as cumplicidades estão sempre presentes na sua luta mais global por uma vida mais digna”.

Outro objectivo é “promover um diálogo entre cidadãos portugueses e imigrantes, estabelecer pontes de relação entre as várias comunidades estrangeiras, bem como potenciar a iniciativa dos/as descendentes de imigrantes”.

A FMS, no âmbito alargado dos seus objectivos, decidiu apoiar o Festival - http://www.festival-imigrarte.com/ - com uma contribuição de 500 euros, escutando os mandamentos do seu fundador: “Não é aconselhável gastar para além das possibilidades económicas mesmo depois de apreciados os fundos de maneio e de reserva”.

 

 

Campanha de solidariedade com a Ajuda de Berço 

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A campanha de solidariedade com a associação Ajuda de Berço realizada pela Fundação Manuel Simões (FMS) angariou 510 euros, que foram entregues à instituição.

A campanha, "Mimar com fado", decorreu de 01 de dezembro de 2015 a 06 de janeiro de 2016, mas o total apurado foi considerado diminuto, tendo sido decidido dilatar o prazo até ao final de janeiro. Esta foi uma ação que se insere no âmbito dos princípios estatutários da FMS.

A campanha "Mimar com fado" foi coordenada pelo designer João Queiroz.

O lema da Ajuda de Berço é “Damos casa e colo aos bebés indefesos e desprotegidos que nos são confiados” -www.ajudadeberco.pt -.

O total apurado foi a partir da venda de discos no posto móvel da FMS, na rua do Carmo, em Lisboa, em que por cada CD, reverteu um euro para a Ajuda de Berço.

 

 

 

 

 Doação à Casa do Artista

 

Manuela Maria, presidente da direção da Casa do Artista, Rosa Amélia Piegudo, presidente da FMS, e Sandra Queiroz Oliveira, vice-presidente da FMS.

 

A Fundação Manuel Simões doou à Casa do Artista, em Lisboa, um ampliador de caracteres “Pulse Data” e um monitor “Santrom 17”, que facilitará a leitura de documentos e até livros aos utentes amblíopes ou com dificuldades de visão desta instituição.

A doação foi feita mediante a assinatura do respetivo documento no dia 12 de dezembro de 2013.

O aparelho foi doado “livre de qualquer ónus ou defeito que possa inquina-lo de inutilidade”, conforme declaração da empresa que representa a marca em Portugal.

O aparelho foi usado pelo instituidor, Manuel Simões, quando ficou afetado da visão e, posteriormente privado dela, nos últimos anos de vida.

A entrega foi feita pela presidente da Fundação, Rosa Amélia Piegudo, tendo na ocasião sido assinado o respectivo contrato de doação, pelas responsáveis das duas entidades. Rosa Amélia Piegudo e Manuela Maria.

 

Manuela Maria e Rosa Amélia Piegudo.

 

Fotos: Nacal/FMS

 

 

Vendas do CD de Maria Teresa de Noronha revertem,

parcialmente, para a Operação Nariz Vermelho

 

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A reedição do CD "Maria Teresa de Noronha - O último programa na Emissora Nacional", com um nova capa e texto, da responsabilidade, respetivamente, de João Queiroz e Nuno C. Lopes, colocado à venda em dezembro de 2013, foi apresentado no Museu do Fado, em Lisboa, no dia 07 janeioro de 2014, tendo na ocasião a presidente da Fundação, Rosa Amélia Piegudo, entregado à organização Operação Nariz Vermelho um donativo de 3.000 euros.

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Museu do Fado: Rosa Amélia Piegudo e Nuno C. Lopes. 

 

O último programa da fadista Maria Teresa de Noronha, na antiga Emissora Nacional, gravado em 1963, foi reeditado em CD pela Fundação Manuel Simões, depois de ter sido editado pela primeira vez em 1995.

“Apresentação”, “Fado da Verdade”, “Variações em ré menor”, “Fado Hilário”, “Rapsódia de fados”, “Fado Anadia” e “Palavras finais” integram o disco, que é editado em colaboração com o Museu do Fado, e em que um euro de cada CD reverte a favor da operação Nariz Vermelho, informou a fundação.

O disco foi gravado no último programa semanal que a fadista manteve na Emissora Nacional, desde julho de 1939.

A fadista começou a cantar na década de 1930, foi sempre acompanhada pelo guitarrista Raul Nery e depressa chamou a atenção pelo timbre claro e interpretação sem mácula, tendo obtido grande sucesso em Portugal e no estrangeiro, quando o circuito da “world music” ainda era desconhecido.

 

©JOSÉ FRADE_127486.JPG

 Museu do Fado: Rosa Amélia Piegudo, João Queiroz e N.C.Lopes. 

 

Admirador confesso de Maria Teresa de Noronha, o editor discográfico Manuel Simões dizia que a fadista “cantou sempre com enorme sentimento, dignidade e sentido de rigor”, além de ter uma “voz clara, certa nos tempos melódicos” e “com umas pausas extraordinárias”.

Para o músico Segismundo de Bragança, que facilitou a fita magnética a Manuel Simões, este disco torna-se mais fundamental por a bobina original do programa se ter perdido.

Do repertório escolhido por Maria Teresa de Noronha, destaca-se “Fado Hilário”, um fado de Coimbra, género em que a fadista foi a primeira mulher a cantar.

Para o musicólogo Rui Vieira Nery, Maria Teresa de Noronha era “única na forma de criar um 'pathos', uma tensão dramática que criava nas suas interpretações, quando suspendia a melodia e surgia só a sua voz”.

Maria Teresa de Noronha – que nasceu em Lisboa em 07 de setembro de 1908 e morreu em Sintra a 05 de junho de 1993 - estudou canto lírico e integrou o coro do Teatro de São Carlos, reza a tradição, tendo gravado o primeiro disco em 1939.

Na década de 1940, fez uma digressão por Espanha, seguindo-se o Brasil, onde “obteve um estrondoso êxito”, como testemunhou Raul Nery.

Cerca de 20 anos mais tarde, na década de 1960, regressou ao Brasil, apresentou-se num programa da BBC, cantou para as famílias reais de Inglaterra e do Mónaco e, em 1969, foi convidada especial no Festival RTP da Canção; o primeiro transmitido em direto de um teatro lisboeta, o S. Luiz.

 

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Última atuação de Maria Teresa de Noronha na Emissora Nacional, então situada na rua do Quelhas, à Lapa, em Lisboa. A fadista foi acompanhada por Raul Nery e José Fontes Rocha (guitarra portuguesa), José Gomes (viola), e Joel Pina (viola baixo), que constituíam o Conjunto Raul Nery, e ainda por Joaquim do Vale "o Covinhas", que a acompanhou nas primeiras edições discográficas da Rouxinol.

 

Fotos José Frade/EGEAC/FMS

 

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