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Iniciativas

por FMSimoes, em 11.09.13

 Campanha de solidariedade com a Ajuda de Berço 

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A campanha de solidariedade com a associação Ajuda de Berço realizada pela Fundação Manuel Simões (FMS) angariou 510 euros, que vão ser entregues à instituição.

A campanha, "Mimar com fado", decorreu de 01 de dezembro a 06 de janeiro últimos, mas o total apurado foi considerado diminuto, tendo sido decidido dilatar o prazo até ao final de janeiro. Esta é uma ação que se insere no âmbito dos princípios estatutários da FMS.

A campanha "Mimar com fado" foi coordenada pelo designer João Queiroz.

O lema da Ajuda de Berço é “Damos casa e colo aos bebés indefesos e desprotegidos que nos são confiados” -www.ajudadeberco.pt -.

O total apurado foi a partir da venda de discos no posto móvel da FMS, na rua do Carmo, em Lisboa, em que por cada CD, reverteu um euro para a Ajuda de Berço.

 

 

 

 

 Doação à Casa do Artista

 

Manuela Maria, presidente da direção da Casa do Artista, Rosa Amélia Piegudo, presidente da FMS, e Sandra Queiroz Oliveira, vice-presidente da FMS. 

 

A Fundação Manuel Simões doou à Casa do Artista, em Lisboa, um ampliador de caracteres “Pulse Data” e um monitor “Santrom 17”, que facilitará a leitura de documentos e até livros aos utentes amblíopes ou com dificuldades de visão desta instituição.

A doação foi feita mediante a assinatura do respetivo documento no dia 12 de dezembro de 2013.

O aparelho foi doado “livre de qualquer ónus ou defeito que possa inquina-lo de inutilidade”, conforme declaração da empresa que representa a marca em Portugal.

O aparelho foi usado pelo instituidor, Manuel Simões, quando ficou afetado da visão e, posteriormente privado dela, nos últimos anos de vida.

A entrega foi feita pela presidente da Fundação, Rosa Amélia Piegudo, tendo na ocasião sido assinado o respectivo contrato de doação, pelas responsáveis das duas entidades. Rosa Amélia Piegudo e Manuela Maria.

 

Manuela Maria e Rosa Amélia Piegudo.

 

Fotos: Nacal/FMS

 

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Vendas do CD de Maria Teresa de Noroonha revertem,

parcialmente, para a Operação Nariz Vermelho

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A reedição do CD "Maria Teresa de Noronha - O último programa na Emissora Nacional", com um nova capa e texto, da responsabilidade respetivamente de João Queiroz e Nuno C. Lopes, colocado à venda em dezembro de 2013, foi apresentado no Museu do Fado, em Lisboa, no dia 07 janeioro, tendo na ocasião a presidente da Fundação, Rosa Amélia Piegudo, entregue à Operação Nariz Vermelho um donativo de 3.000 euros.

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 Museu do Fado: Rosa Amélia Piegudo e Nuno C. Lopes. 

O último programa da fadista Maria Teresa de Noronha, na antiga Emissora Nacional, gravado há 50 anos, em 1963, foi reeditado em CD pela Fundação Manuel Simões, depois de ter sido editado pela primeira vez em 1995.

“Apresentação”, “Fado da Verdade”, “Variações em ré menor”, “Fado Hilário”, “Rapsódia de fados”, “Fado Anadia” e “Palavras finais” integram o disco, que é editado em colaboração com o Museu do Fado, e em que um euro de cada CD reverte a favor da operação Nariz Vermelho, informou a fundação.

O disco foi gravado no último programa semanal que a fadista manteve na Emissora Nacional, desde julho de 1939.

A fadista começou a cantar na década de 1930, foi sempre acompanhada pelo guitarrista Raul Nery e depressa chamou a atenção pelo timbre claro e interpretação sem mácula, tendo obtido grande sucesso em Portugal e no estrangeiro, quando o circuito da “world music” ainda era desconhecido.

 

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 Museu do Fado: Rosa Amélia Piegudo, João Queiroz e N.C.Lopes. 

Admirador confesso de Maria Teresa de Noronha, o editor discográfico Manuel Simões dizia que a fadista “cantou sempre com enorme sentimento, dignidade e sentido de rigor”, além de ter uma “voz clara, certa nos tempos melódicos” e “com umas pausas extraordinárias”.

Para o músico Segismundo de Bragança, que facilitou a fita magnética a Manuel Simões, este disco torna-se mais fundamental por a bobina original do programa se ter perdido.

Do repertório escolhido por Maria Teresa de Noronha, destaca-se “Fado Hilário”, um fado de Coimbra, género em que a fadista foi a primeira mulher a cantar.

Para o musicólogo Rui Vieira Nery, Maria Teresa de Noronha era “única na forma de criar um 'pathos', uma tensão dramática que criava nas suas interpretações, quando suspendia a melodia e surgia só a sua voz”.

Maria Teresa de Noronha – que nasceu em Lisboa em 07 de setembro de 1908 e morreu em Sintra a 05 de junho de 1993 - estudou canto lírico e integrou o coro do Teatro de São Carlos, tendo gravado o primeiro disco em 1939.

Na década de 1940, fez uma digressão por Espanha, seguindo-se o Brasil, onde “obteve um estrondoso êxito”, como testemunhou, na época, Raul Nery.

Cerca de 20 anos mais tarde, na década de 1960, regressou ao Brasil, apresentou-se num programa da BBC, cantou para as famílias reais da Grã-Bretanha e do Mónaco e, em 1969, foi convidada especial no Festival RTP da Canção.

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 Última atuação de Maria Teresa de Noronha na Emissora Nacional, então situada na rua do Quelhas, à Lapa, em Lisboa. A fadista foi acompanhada por Raul Nery e José Fontes Rocha (guitarra portuguesa), José Gomes (viola), e Joel Pina (viola baixo), que constituíam o Conjunto Raul Nery, e ainda por Joaquim do Vale "o Covinhas", que a acompanhou nas primeiras edições discográficas da Rouxinol.

 Fotos José Frade/EGEAC/FMS

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