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David Ferreira

 

O curso “Histórias das Músicas Ligeiras. Das invenções dos senhores Edison e Cros (1877) até ao ‘Chico Fininho’ (1980)”, coordenado pelo editor discográfico David Ferreira, realiza-se no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, de 28 de janeiro a 15 de abril, todas as terças-feiras, das 18:00 às 19:30.

Sobre o curso,David Ferreira afirmou à Lusa que, “na melhor das hipóteses, as letras são poesia de pleno direito e as músicas merecem o comentário que Maurice Ravel fez a um respeitoso escritor de canções que queria aprender com ele, ‘O senhor é que me devia dar aulas!’”.

O curso irá abordar “a Música Popular que sempre existiu", embora "os novos engenhos de fixação e reprodução do som e os meios de comunicação de massas" lhe tenham dado "uma centralidade nova", segundo David Ferreira.

Uma centralidade "diversa, misturada e inquieta", "e nem sempre tão ligeira como isso”, como acrescenta o editor.

Cada uma das sessões abordará uma temática, desde a primeira, em que se falará da venda das letras e partituras, a invenção da gravação sonora e o nascimento da indústria discográfica, até ao "Yé Yé", o Conjunto Académico João Paulo, os Sheiks e o Quarteto 1111, o Festival Vilar de Mouros e "o Rock de quarentena durante o Período Revolucionário Em Curso (PREC) e a chegada do Punk, os UHF e Rui Veloso", explicou David Ferreira, antigo responsável da EMI/Valentim de Carvalho, que lançou as Investidas Editoriais em 2008, tendo publicado desde então, entre outros, discos do compositor e pianista António Pinho Vargas e da fadista Luísa Rocha.



1.ª Sessão: As Invenções do Som

A venda de letras e partituras. Thomas Edison e Charles Cros e a invenção da gravação sonora. Emile Berliner e o nascimento da Indústria Fonográfica. Discos de 78, 45 e 33 rotações. Jukeboxes. A Rádio e depois a TV (e a MTV). A era digital: do Disco Compacto ao MP3. Música à medida de cada novo brinquedo.

 

2.ª Sessão: Quando o Jazz era Pop

Das paradas de New Orleans até ao jive que foi quase Rock’n’Roll, passando pelo Ragtime (que queria ser levado a sério); a Era do Jazz (com brancos a faturar); a explosão do Swing e as grandes orquestras, com Sinatra e tudo.

 

3.ª Sessão: O Ar do Tempo e o Cheiro dos Sítios

Cantigas para todas as ocasiões: as guerras e a paz; racismo, revoltas e celebração; álcool e drogas; libertações sexuais e férias pagas. Sons de todos os sítios, das vozes búlgaras aos blues do Mali, passando pela dança do Zorba.

 

4.ª Sessão: Escrever por Encomenda

Da Opereta ao Teatro Musical. De Tin Pan Alley até à Broadway e daí para Hollywood, quando até os filmes aprenderam a cantar e a dançar. Os grandes profissionais da escrita de canções. Sem esquecer, À Portuguesa, a Revista.

 

5.ª Sessão:Ecoutez la Chanson bien douce...

A Canção Francesa, um caso à parte. Do Café Concerto até à morte de Brel, em 1978. As estrelas do palco e do ecrã. Trenet e a chegada do Jazz. Piaf e os seus protegidos. Brassens, Ferré e Brel. Vian, Gainsbourg e depois o Yé-Yé.

 

6.ª Sessão: Brasil, de todas as músicas

De Pixinguinha até ao fim da ditadura e dos exílios – Tou Voltando... Choro, alegria e samba. Carmen Miranda no Brasil e em Hollywood. Dalva, Dolores e Maysa. Dick e Lúcio, à Sinatra. Bossa Nova. Jovem Guarda. Tropicalismo. Novos Baianos. Chico & Caetano & Bethânia &...

 

7.ª Sessão: As Novas Música Populares e o Fado

BluesTangoCanção NapolitanaFlamencoFado, invenções recentes, com galardões de músicas de sempre. Tradição e mobilidade do Fado, desde a Severa da Rua do Capelão ao Homem na Cidade de Carlos do Carmo (1977), passando pelo Marceneiro de Lisboa e pela Amália do mundo inteiro.

 

8.ª Sessão: Rock’n’Roll

Uma música que não era para todas as idades, do tempo do James Dean. OsbabyboomersSementes de Violência (1955) e Rock Around the Clock(1954). HalleyElvis, Fats Domino, Chuck Berry, Jerry Lee, Little Richard, Buddy Holly, Gene Vincent. Censura, tropa, desastres e prisões. O regresso à normalidade.

 

9.ª Sessão: Os Anos 60

Do Twist aos grandes festivais. Dylan, Beach Boys, Simon & Garfunkel. Beatles, Kinks. Swinging London e americanos a espreitar. Pop inglês com blues americanos: Rolling Stones, Clapton, Led Zeppelin. Soul Music: grandes artistas e editoras obrigatórias. Drogas, hippies, psicadelismo e gravação em multipistas. HendrixDoorsJanis. Monterrey e Woodstock. A ressaca.

 

10.ª Sessão: A Música Popular e a Canção de Protesto

Esta máquina mata fascistas: a Depressão, o Macarthismo, o Folk e a canção de protesto. Guthrie, Seeger, o primeiro Dylan, Baez, etc. Canções Revolucionárias do mundo todo. Lopes-Graça, Coimbra, José Afonso e Adriano. Os Baladeiros e o Zip. Os exilados CíliaJosé Mário e Sérgio. A Revolução e o Canto Livre. Fausto e Vitorino.

 

11.ª Sessão: A difícil invenção do Rock em Português

As danças. Yé Yé. Influências francesas e anglo-saxónicas. Pode-se cantar rock em português?! Caloiros da CançãoConjunto Académico João PauloSheiks e Quarteto 1111. Os maus exemplos. Vilar de Mouros. O Rock de quarentena durante o PREC. A chegada do Punk. UHF e Rui Veloso.

 

Escute: http://rsspod.rtp.pt/podcasts/at3/1401/2836803_149927-1401202022.mp3 

Foto: Coleção Particular/FMS

 

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