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Helder Moutinho realiza, este mês, a digressão "Um fado na Mouraria", por quatro palcos espanhóis, como o da sala Galileo Galilei, em Madrid, para apresentar o seu mais recente álbum, “1987”.

A digressão do criador de “Maria da Mouraria” começa no dia 23 de setembro, em Madrid, na sala Galileo Galilei, por onde já passaram vários fadistas portugueses como Mísia, e onde o editor discográfico Manuel Simões apresentou “Fado em Alcochete”, em 1996.
Em declarações à Lusa, citadas pela Gazeta do Rossio, o fadista afirmou que vai “voltar a fazer o alinhamento do espetáculo do [Teatro] São Luiz [em Lisboa], em 2013”.
Sobre este espetáculo, Helder Moutinho explicou que irá cruzar as quatro histórias do disco “1987”.
“O disco está estruturado em quatro histórias de quatro autores - um deles sou eu, e os outros, meus contemporâneos, são o José Fialho, o Pedro Campos e o João Monge -, mas, ao contrário do CD, em que as letras são sequenciais, no palco irei cruzá-las”, disse o criador de “Já não te espero”.
“As letras do João Monge serão cantadas no meio dos músicos, enquanto [durante] as do José Fialho, estarei sentado numa cadeira no canto do palco. As minhas, cantá-las-ei à frente dos músicos e, com as do Pedro Campos, caminharei pelo palco”, explicou Helder Moutinho, referindo que irá alternar cada um dos autores, criando uma "dinâmica no espetáculo".
Sobre o álbum, editado em janeiro de 2013, Helder Moutinho afirmou tem sido “uma experiência muito boa”
“Foi uma viragem muito importante para a minha vida e para a minha carreira”, rematou.
Depois da sala Galileo, em Madrid, Helder Moutinho vai atuar, no dia seguinte, dia 24 de setembro, no Gran Teatro de Cáceres, na região autónoma da Extremadura e, no dia 25, na Sala Club do Centro Niemeyer em Avilés, no principado das Astúrias.
O fadista encerra a digressão, no dia 27 de setembro, no Teatro Rosalía de Castro, na Corunha, na Galiza, noroeste de Espanha.
O criador de “Que fado é este que trago” é acompanhado pelos músicos Ricardo Parreira, na guitarra portuguesa, Marco Oliveira, na viola, e Ciro Bertini, na viola baixo.
O fadista afirmou-se confiante nesta digressão por Espanha onde é “bastante bem recebido”. “Em Espanha gostam muito de fado e sabem alguma coisa de fado, por isso as espectativas são boas”, disse.
Helder Moutinho, que recebeu um Prémio Amália pelo álbum “Luz de Lisboa”, além de intérprete é também poeta, e já atuou em váriso palcos internacionais, destacando-se, entre eles, o Lincoln Center, em Nova Iorque, o Concertgebouw, em Amesterdão, o Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas, e a participação nos festivais de Músicas do Mundo de Rudolstadt, na Alemanha, e de Ulsan, na Coreia do Sul, e no de World Music, em Chicago, nos Estados Unidos.

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