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António Marujo propõe oito espaços de reclusão religiosa, de norte a sul do país, para encontrar “tranquilidade, natureza e pacificação”, num “anseio de fugir ao quotidiano”.
As oito propostas de “lugares assim, mágicos, quase sempre, de tranquilidade e silêncio, de reencontro com o mais fundo de si mesmo” são apresentadas na obra “Lugares do Infinito”, editada pelas Paulinas, que conta com fotografias de Daniel Rocha.
Apontado pelo autor como “um guia de mosteiros e conventos para reencontrar o mundo”, Marujo abre o seu livro citando a Regra de S. Bento, um dos padroeiros da Europa: “Todos os hóspedes que se apresentam [no mosteiro] sejam recebidos como se fosse o próprio Cristo, pois Ele dirá: ‘Fui hóspede e recebeste-me’”.
O autor faz uma analogia entre a necessidade que se sentia no início da Idade Média de procura de um local de silêncio e solidão, de uma “fuga do mundo, traduzindo o desprezo por aquilo que o mundo significava de pecado e desumanização” com a ideia “que hoje leva tantas pessoas a procurar lugares de tranquilidade, natureza e pacificação”.
“Afinal, talvez os monges medievais não estivessem muito longe dessa busca contemporânea”, afirma Marujo acrescentando que, hoje, “os mosteiros e conventos continuam a ser possibilidades de, na fuga, reencontrar o mundo”.
“Continuam a ser lugares de hospitalidade”, atesta o autor que lista oito desses locais: Tibães, Singeverga, Bande, Roriz, Avessadas, Torrão e Monte Real.
Espaços habitados por religiosos que constituem um “guia de descoberta, que nos permite alargar olhares”.
Sobre cada espaço conventual o autor faz uma contextualização histórica, das alterações que o edifico teve ao longo dos tempos, o quotidiano religioso da comunidade que acolhe o visitante e um guia prático desde “como chegar” até aos preços e “o que fazer”.
O mosteiro de Tibães, nos arredores de Braga, tem a maior cerca monástica preservada – 40 hectares – é marcado por uma “monumentalidade e diversidade de estilos, a que se junta a convergência entre o antigo e o contemporâneo”.
Mais conhecido pelo seu licor, o Mosteiro de S. Bento de Singeverga, em Roriz, no concelho de Santo Tirso, segue o lema beneditino “ora e labora”, tem o seu espaço “quase todo disponível para os hóspedes” que são convidados a participar no laudes, às 07:00, na hora sexta, às 12:40, vésperas, às 19:00, e nas vigílias, às 21:00, assim como a tomar as refeições com a comunidade.
Na mesma freguesia ergue-se o convento de Santa Escolática, onde “se fazem deliciosas bolachas”. No mosteiro, que tem como padroeira a irmã de S. Bento, “há uma gratuitidade que se experimenta quando se passa”.
Da lista faz ainda parte o mosteiro de Balsamão, que “está ao colo de um dos cinco umbigos do mundo”, e se localiza no concelho de Macedo de Cavaleiros, onde vive uma comunidade de três padres e um frade, destacando-se a capela do Senhor dos Cajados.
Outro é o carmelo de Bande, nos arredores de Paços de Ferreira. O topónimo, esclarece o autor, significa “passagem”. Apresentado como “uma bênção”, o convento de Avessadas, em Marco de Canaveses, é um centro de espiritualidade e oração, sede das Edições Carmelo e santuário do Menino Jesus de Praga.
Completam a lista, o mosteiro de N.ª Sra.ª da Boa-Nova, no Torrão, junto à albufeira de Vale do Gaio, no Baixo Alentejo, gerido por freiras, e o de Santa Clara e do Santíssimo Sacramento, em Monte Real, próximo de Leiria, também gerido por religiosas.

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