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A exposição de 150 peças de faiança desenhadas por Rafael Bordalo Pinheiro, está patente em Lisboa, no museu dedicado ao artista plástico, constituída por três núcleos: “formas”, “funções” e “temas”.

A exposição intitula-se “Formas do Desejo: A Cerâmica de Rafael no Museu Bordalo Pinheiro” e “destaca as mais originais e representativas peças de faiança de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) criteriosamente escolhidas pela sua originalidade e inovação”, segundo nota da organização.

Na exposição, que estará patente até 25 de novembro de 2018, “estabelece-se, em paralelo, um diálogo entre a cerâmica e alguma obra gráfica do artista, evidenciando as suas relações intrínsecas e de influência mútua”.

A mostra propõe “um novo olhar sobre as peças de cerâmica artística, utilitária e azulejaria do artista, sublinhando a relação com a obra gráfica, a pintura e o recurso à fotografia, propondo, no seu todo, uma abordagem transversal à obra de Rafael Bordalo Pinheiro”.

A produção de azulejo à qual se dedicou o artista “é apresentada como um conjunto diferenciado”, ocupando a Sala da Cerâmica do Museu, assinalando-se “as questões formais e funcionais próprias desta tipologia de peças".

Relativamente às faianças, o núcleo “Formas” aborda “a herança artística da olaria portuguesa, erudita e popular, reapropriada por Rafael Bordalo Pinheiro para criar novas peças”.

“As formas têm um tratamento plástico diverso, desde a justaposição de elementos decorativos até a redução à sua forma pura, apenas recorrendo a vidrados”, adiantou o comunicado.

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A organização realça que, na obra de Bordalo, expressões como o trabalho de cestaria, do vime, do couro e da renda “são transpostos em cerâmica”.

No tocante à “Função”, este núcleo assinala “o esforço do artista em conciliar as técnicas artesanais com o incremento da indústria e da produção em série” e “explora a forma pela qual procurou valorizar e aliar a produção artesanal e industrial, com o intuito máximo de criar objetos de qualidade nas suas valências artística e utilitária, tentando responder às necessidades de mercado e êxito da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha”, fundada por si em 1884.

São também apresentadas “diversas tipologias de função em peças isoladas, como caixas, jarras, mísulas, luminária e molduras, com sucesso comercial”, ao lado de uma outra tipologia, como os serviços de jantar, café e chá, únicos ou produzidos em série.

O núcleo “Temas” apresenta as escolhas do artista, “que espelham o gosto do período sob o seu olhar particular”, salientando-se as referências à natureza, ao passado histórico-artístico nacional e europeu, e também o retrato em barro.

 

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Referindo-se ao retrato em barro, a organização realça que é um “aspeto original” na sua obra cerâmica por ter “um caráter eminentemente escultórico, [que] concilia o perfil físico e psicológico de figuras que privaram intimamente com Rafael Bordalo Pinheiro”, e apresentam-se também outros retratos de figuras públicas coevas.

Destaca-se, neste núcleo, “a presença do humor e da crítica social e política, aspeto de grande originalidade no contexto da produção cerâmica portuguesa”.

Bordalo Pinheiro dirigiu o jornal satírico A Paródia e foi o criador da figura do “Zé Povinho”, entre outros moldes que continuam hoje a ser fabricados, como as peças para mesa inspiradas em vegetais, frutas e legumes, ou os pratos de recorte neomanuelino.

Segundo a investigadora Isabel Castanheira, autora da obra “As Caldas de Bordalo”, Rafael Bordalo Pinheiro foi “um homem que gozou a vida e os seus prazeres, que mostrou ser um adversário implacável dos seus inimigos, leal com os amigos, que amou, sofreu e chorou, e que, a respeito de tudo, soube rir e fazer rir 'a bandeiras despregadas' do ridículo, desprezou a mesquinhez e glorificou a beleza”.

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