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A “festa de homenagem” ao fadista e animador artístico Filipe Pinto, em novembro de 1962, que contou com a presença de Amália Rodrigues, é editada em disco, pela primeira vez, "Tivoli 62".

O CD regista a atuação de Amália, assim como as de Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo, Fernando Farinha e do próprio Filipe Pinto (1905-1968), que interpreta “Desespero”.
“Esta é a parte do espetáculo que foi gravada, pois o elenco desse dia também incluiu Manuel Fernandes, Max, Artur Ribeiro, Celeste Rodrigues e Eugénia Lima, entre outros”, advertiu Frederico Santiago, coordenador da edição. O responsável afirmou não ter conseguido saber a razão de não terem sido todos gravados.
O espetáculo foi apresentado por diversos atores e é Rogério Paulo que faz a “apresentação de Filipe Pinto”, com a leitura do testemunho de Amaro de Almeida, conhecido como “o médico dos fadistas”.
O espetáculo acontece num ano em que Fernando Farinha foi eleito “Rei da Rádio”, Lucília do Carmo passava a dirigir a sua casa de fados, O Faia, com o filho, Carlos do Carmo, e Alfredo Marceneiro que “era já uma lenda”.
Quanto a Amália, a época desta gravação “coincide com o período do ‘nascer de uma nova artista', quer pela incorporação de novo repertório de Alain Oulman, quer pelo facto de a sua voz se tornar mais grave, o que a caracterizaria a partir daí”.
“Amália leva para o grande palco, com uma audiência de apreciadores de fado, o seu canto mais visceral”, disse à Lusa Frederico Santiago, que realçou o facto “de ser a primeira vez que Amália canta ‘Povo que lavas no rio’, ‘Estranha forma de vida’ e os então novos fados de Alain Oulman, ao vivo, para um público tão grande. [A fadista] estreia também ‘Um fado nasce’, de Alberto Janes, que oferece a Filipe Pinto, de quem era amiga”.
“Tendo-se conhecido no meio fadista, uma vez que Filipe Pinto a apresentou várias vezes nas casas de fado no início da sua carreira, unia-os uma verdadeira amizade, a ponto de ter sido Amália a conseguir, junto da empresa gestora, a cedência da sala do Tivoli para se realizar esta festa de homenagem”, disse à Lusa Frederico Santiago, cita o Notícias ao Minuto.
Neste recital, Amália “canta fados tradicionais e composições de Alain Oulman, nomeadamente ‘Espelho quebrado’, ‘Madrugada de Alfama’ e ‘Maria Lisboa’, só depois editados em disco”.
Amália Rodrigues é acompanhada por Domingos Camarinha, na guitarra portuguesa, e Castro Mota, na viola.
“Um extraordinário recital, numa altura em que a carreira internacional de Amália, depois do triunfo no Olympia, de Paris, em 1956, estava no auge, e eram raras as vezes que se apresentava em Lisboa. Aliás, só na década de 1980 Amália daria um grande concerto em Lisboa, apesar de pontualmente atuar em espetáculos ou em casas de fados”.
Referindo-se a Filipe Pinto, Frederico Santiago afirmou: “Nesta altura era uma referência no meio do fado, um diplomata que todas as fações do fado aceitavam e o cultor de uma tradição. Foi igualmente uma das primeiras pessoas a ter noção da dimensão artística de Amália e, no meio fadista, sem dúvida o primeiro”.
No final do espetáculo, Filipe Pinto agradece aos amigos a presença de todos os artistas seus colegas, e promete noite longa, pois anuncia que irá oferecer um jantar a Amália n’A Viela, casa de fados no Bairro Alto dirigida por Celeste Rodrigues, irmã de Amália.

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