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A Academia Portuguesa da História (APH) dá posse hoje a 16 novos académicos, entre honorários, de mérito e correspondentes, contando-se entre eles o historiador Fernando Catroga, catedrático da Universidade de Coimbra que tem centrado as suas investigações na história das ideias, e o sociólogo Manuel Villaverde Cabral, que já dirigiu a Biblioteca Nacional, que serão apresentados como académicos de mérito.

Os novos académicos são apresentados em sessão da APH às 15:30, no Palácio dos Liláses, ao Lumiar em Lisboa.

Nuno Severiano Teixeira, de 59 anos, ex-ministro da administração Interna e da Defesa, catedrático da Universidade Nova de Lisboa no departamento de Estudos Políticos, é autor, entre outras obras, da “Nova História Militar de Portugal” e de “Heróis do Mar, História dos Símbolos Nacionais”, e será empossado académico correspondente.
Da lista dos quatro académicos correspondentes eleitos constam ainda os catedráticos de História Ana Isabel Buescu, que entre outras obras coordenou “A Mesa dos Reis de Portugal. Ofícios, consumos, cerimónias e representações (séculos XIII-XVIII)” e é autora das biografias de D. João III e de rainha Catarina da Áustria, e Manuel Costa da Silva Flores, autor de “Firangistão e Hindustão: o Estado da Índia e os confins meridionais do Império Mogol (1572-1636)”.
Os outros dois académicos correspondentes são o catedrático Eduardo Augusto Alves Vera-Cruz Pinto, que faz parte da Rede Internacional de Investigadores em Direito e Justiça, e a arquiteta Margarida Valla, que tem um doutoramento sobre a relação entre o traçado urbano e as fortificações modernas em Portugal e sobre a identidade urbana.
Também apresentados são os académicos correspondentes estrangeiros, designadmente os catedráticos Armando Alexandre dos Santos, do Brasil, Béatrice Perez, de Marrocos, Luis Alfonso Limpo Píriz, de Espanha, e Nelsys Zambetogliris, do Uruguai, e também os investigadores Fabián Melogno Vélez, igualmente do Uruguai, e o brasileiro Eduardo Morais de Castro.
Nove personalidades vão ser apresentadas como académicos honorários: Aires Gameiro, da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, o arquiteto Alfredo Brandão de Campos Matos, estudioso da obra de Eça de Queirós, António Ferreira Xavier Forte, do Tribunal Central Administrativo do Sul, o historiador António José Barata Alves-Caetano, que o ano passado apresentou, em Lisboa, uma comunicação sobre “O ‘Marco dos Navios’ e a caracterização do Bloqueio Continental em Lisboa (1806-1812).
Também académicos honorários são o almirante Francisco Vidal Abreu, o catedrático Horácio Augusto Peixeiro, professor coordenador do Instituto Politécnico de Tomar, a arqueóloga Maria Amélia Aballv Horta Bubner, responsável pela abertura do Museu de Mação, no Ribatejo, em 1986, a historiadora Maria Helena Carvalho dos Santos, que, entre outras obras, dirigiu “Estudos Judaicos”, e Virgolino Ferreira Jorge, do departamento de Arquitetura da Universidade de Évora.

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A APH, atualmente presidida pela historiadora Manuela Mendonça, conta com 455 académicos, segundo dados revelados à agência Lusa por fonte da instituição científica, que é apontada como a mais antiga academia nacional, fundada a 08 de dezembro de 1720, por D. João V, e restaurada por decreto-lei de maio de 1936.

Foto: DR/FMS

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