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A peça “Faz-te ao largo”, de Carlos Cabral, com encenação de Ruy de Matos, protagonizada por Alberto Villar e Carlos Quintas, estreia-se a 02 de setembro, em Lisboa, na Casa do Artista.

A peça estará em cena no Teatro Armando Cortez, da Casa do Artista, a Carnide, até ao dia 18, de quinta-feira a sábado, às 21:30, e aos domingos, às 18:30, e segue depois em digressão nacional.
Em declarações à agência Lusa, Ruy de Matos afirmou: “Esta peça é um quadro da vivência de duas pessoas, que tende a ter alguma comicidade e, ao mesmo tempo, reviver alguns aspetos da nossa história recente, dentro de uma situação de pura e absoluta brincadeira”.
“O ponto essencial da peça é a denúncia da falcatrua, a vários níveis, desde o vulgar burlão aos falsos profetas”, acrescentou.
Dois homens, com um passado comum numa ex-colónia africana portuguesa, reencontram-se 40 anos depois, num quarto alugado, adiantou à Lusa fonte da Jafes Produções, sobre a trama da peça, cita o DN.
“Um, Zorba, é apaixonado pela música, mas que fez sempre toda a sua vida de esquemas, ora, cravando uns, com alguns escudos, ora vivendo à conta de outrem, um ‘bon vivant’, sempre chapa ganha, chapa gasta, que cumpriu em África o serviço militar, o outro, vindo da aldeia, procurando melhores condições de vida, rumou também a África, mas com a intenção de uma vida normal e regrada, com a mulher, e, no seu dia-a-dia de empregado do Café Continental, chama-se Anselmo”.
“Faz-te ao largo” é uma adaptação livre da peça de Carlos Cabral, sobre a qual Ruy de Matos se referiu como “uma comédia de costumes”.
Durante a temporada no Teatro Armando Cortez, metade da receita reverte para a Casa do Artista e, durante a digressão nacional, metade da receita irá também reverter para uma instituição de solidariedade social ou corporação de bombeiros, disse à Lusa fonte da produtora.
“Há já várias instituições e corporações escolhidas, mas há ainda sessões para as quais estamos abertos a receber propostas das entidades de solidariedade social”, acrescentou a mesma fonte.
O encenador recusou qualquer extrapolação da peça, além da própria ação dramatúrgica. “Atualmente, há uma tendência para pegar em coisas muito inócuas e dar-lhes uma importância que as peças não têm, nem estão lá”, sentenciou.
“Aqui, o caso é uma anedota, dois homens que se reencontram passados 40 anos e que há um conflito pendente desde essa época, que nada tem a ver com algum aspeto político, sociocultural ou socioeconómico. É uma coisa extremamente simples, um fator relacional, mas é curiosa a situação em que se reencontram, completamente inverosímil, para se encontrarem duas pessoas”, contou Ruy de Matos.
“Não é uma peça fácil, pois vive muito de um diálogo que tem de ser particularmente expressivo e bem representado, o que realça o trabalho dos dois atores”, rematou.
Relativamente ao cenário e à cenografia, foram pensados tendo em conta que é uma espetáculo de itinerância, disse Ruy de Matos, que afirmou ter tido especial preocupação com a marcação dos dois atores no espaço de um quarto.

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