Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Rui-Vaz.jpg

 

Rui Vaz afirmou que o seu novo álbum, “Fado em Prelúdio”, no qual gravou inéditos e temas de outros artistas, como Amália Rodrigues e Fausto, foi uma forma de experimentar sair do figurino fadista.
“Com este CD quis provar a mim próprio que era capaz de sair do estereótipo do fadista tradicional”, afirmou Rui Vaz em entrevista à agência Lusa.
O CD é produzido por si e pelo maestro Mário Rui Teixeira, músico habitualmente fora das lides fadistas, e uma escolha sua.
“O maestro Mário Rui Teixeira é uma pessoa fora do fado e foi exatamente isso que eu quis, que o produtor deste disco não tivesse qualquer ligação ao fado, para a partir daí conseguirmos construir algo novo e algo diferente”, disse Rui Vaz, que acrescentou: “Eu fiz a coprodução, escolhi os temas, e quem os orquestrou foi o maestro”.
Referindo-se ao CD, afirmou que é uma experiência para si próprio: “Quis provar a mim próprio que era capaz de fazer algo de novo”.
Todavia, realçou o fadista, “o fazer algo de novo, o criar novo, é ambíguo, é relativo, pois a Amália já fez tudo”.
Rui Vaz citou o guitarrista Carlos Gonçalves, que assinou alguns temas de Amália Rodrigues, como “Lágrima”, segundo o qual “não há nada para inventar no fado, tudo já foi inventado, não há nada que a Amália já não tenha feito, pode-se é fazer diferente”, afirmou.
O CD é constituído por 16 temas, entre inéditos como “Viva Lisboa”, de Filipe La Féria e Francis Lopez, inclui temas de outros repertórios, nomeadamente de Amália Rodrigues, Maria da Fé, Fausto e Carlos do Carmo.
Rui Vaz gravou entre outros, “Rondel do Alentejo”, de Almada Negreiros e Fernando Guerra, “A Minha Terra é Viana”, de Pedro Homem de Mello e Alain Oulman, do repertório de Amália, "Navegar, Navegar", de Fausto, ou “Namorados de Lisboa”, de José Carlos Ary dos Santos e Fernando Tordo, uma criação de Carlos do Carmo.
Rui Vaz partilha com Wanda Stuart a interpretação de “Samba em Prelúdio”, de Vinicius de Moraes, que afirmou ter sido “uma escolha natural”.
Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, é um dos músicos que acompanham o fadista, ao lado de Bernardo Viana, na viola, Vicente Sobral, no violino, Tiago Silva, no violoncelo, Jaume Pradas, na percussão, e o maestro Mário Rui Teixeira, ao piano e na direção musical.
O CD inclui um tema em inglês, “Everybody’s Changing”, de Tim Rice, e um em espanhol, “Lucia”, de Joan Manuel Serrat, camntor que marcou a sua adolescência.
Rui Vaz começou cantar na sua cidade natal, Tavira, no Algarve, no grupo coral Esperança Viva, dirigido pelo maestro David Sequeira. A ida para o fado ficou a dever-se ao fadista Gonçalo Salgueiro, que conheceu no âmbito de um trabalho escolar, no 12.º ano.
“A forma como o Gonçalo [Salgueiro] interpreta, articula as palavras, aquilo que canta, a sua excelente voz, o cuidado que tem na linhas melódicas, fez-me pensar que afinal havia algo diferente do que é o estereótipo, e pensei, vou tentar ir por aqui”, contou.
Rui Vaz decidiu cantar fado, por volta de 2008, pois até então “não tinha o hábito de ouvir fado”. Começou a cantar no Algarve, e depois em Lisboa, em 2010, onde fez parte dos elencos de casas de fado como Velho Páteo Santana, S. Miguel de Alfama e Esquina d’Alfama, onde, atualmente, canta.
A sua estreia discográfica foi em 2012 com o álbum “Recorda-te de mim”, ao qual sucede “Fado em Prelúdio”.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Bem-vindo


Parcerias


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D

Visitas

Flag Counter