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António Carmo, a celebrar 50 anos de carreira, expõe “Viagem” na galeria da Biblioteca Nacional, ao Campo Grande, em Lisboa.

A exposição, que está patente até 01 de setembro, inclui desenho, óleo e guache, de diferentes períodos do artista nascido em 1949, no bairro lisboeta da Madragoa, que estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio, na capital, onde fez o curso de pintura, e que tem exposto os seus trabalhos desde 1968.
O escritor Emanuel Silva Ramos, no texto do catálogo da exposição, afirma que na pintura de António Carmo “tudo contribui para uma explosão quente e inaudita de cores” e compara a obra do português a Kandinsky por também privilegiar “a cor como forma de expressão”.
“António Carmo tem o dom raro, que não é apanágio de muitos criadores portugueses: o equilíbrio e o posicionamento das cores”, atesta Silva Ramos, que cita a crítica de arte belga Anita Nardom que escreveu a propósito do pintor português que “com cores quase primárias, ele consegue fazer um grande equilíbrio de cor”.
O escritor chama a atenção para o facto de ter exposto mais no estrangeiro, “onde a sua criação é consagrada e respeitada”.
Inglaterra, a ex-URSS, Japão, Austrália, Marrocos, Canadá, Venezuela, Suécia, Brasil, ex-Checoslováquia, Espanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo foram alguns dos países onde expôs.
Afirma o escritor que “o vulcão colorido de António Carmo não escolhe públicos” e “fascina tanto o erudito como o homem comum”.
“É um fulgurante fogo-de-artifício e cores a pintura carminiana e que naturalmente conduza à poesia”, afirma o escritor.

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Da exposição na Biblioteca Nacional, Emanuel Silva Ramos destaca duas telas: “A Merenda”, em que “é fascinante a combinação de cores claras”, e “No Ateliê de Magritte”, que “reúne várias coisas inerentes ao universo do famoso pintor” belga René Magritte (1898-1967). 

São esses elementos uma maçã verde, um peixe cinzento, nuvens brancas, uma mão ocre, um chapéu de coco preto, um céu azul, um cacimbo negro e “um rosto soberbo de mulher com uma mancha vermelha na cara”.
António Carmo começou por ser bailarino no grupo Bailados Verde Gaio e, segundo Silva Ramos, não tinha como perspetiva profissionalizar-se como pintor, mas sim como ‘designer’ ou publicista.
António Carmo começou pelo desenho, “desenho de intervenção, de combate, contra o fascismo” e expôs pela primeira vez em 1970, apadrinhado pelos pintores João Hogan e Jorge Barradas, dois dos nomes a quem Carmo dedica a exposição na Biblioteca Nacional, assim como aos artistas plásticos Guilherme Casquilho, Álvaro Perdigão, Rogério do Amaral, Cipriano Dourado, Rogério Ribeiro, Querubim Rosa, Estevão Soares, Jorge Vieira e Maurício Penha.
António Carmo, distinguido Com os Prémios MAC-Movimento de Arte Contemporânea, Especial, em 1997, de Pintura, em 2000, e Carreira em 2007, expôs pela primeira vez no estrangeiro em 1975, em Londres, na Casa de Portugal.
O pintor, com várias obras de arte pública em Portugal e nos estrangeiro, faz parte dos acervos pictóricos de museus e instituições nacionais e estrangeiras, nomeadamente, do Palácio da Cultura, em Sofia, da Pantowe, na Polónia, Museu Tavares Proença, em Castelo Branco, Fundação de Serralves, no Porto, e Centro de Arte Contemporânea da Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

FotosDR/FMS

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