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Jacinto Luis - A estante da Florbela Espanca, acr

Jacinto Luis - A estante de Florbela Espanca, acrílico

 

Na Galeria Rastro, na Figueira da Foz, está patente a exposição de pintura “O Tempo Suspenso”, de Jacinto Luis, que reúne 23 telas em acrílico.
No texto do catálogo da mostra, sobre a pintura de Jacinto Luis, o diplomata Leonardo Mathias afirma que “na solidão enganadora das suas telas ouvem-se os passos do pintor a guiar pelos caminhos da criação e a devolver o puro prazer da contemplação e dos seus infinitos mistérios”.
Leonardo Mathias realça o “mundo contido e despido de presença humana mas denso e nunca estéril, onde se sucedem imagens crepusculares ou noturnas, com os seus céus sombrios, azulados ou arroxeados”, nas telas de Jacinto Luís.
“Vários contrastes” enriquecem “a obra [do pintor], como se o insistente encontro com o mesmo tipo de temas, ou a busca da luz nas paredes lisas, na austeridade do traço, nos momentos silenciosos e parados, no tempo suspenso, na palidez delicada e leve da noite, também nos falasse de outros espaços de cor e movimento”, escreve o diplomata.
No mesmo texto, Mathias afirma que se trata de uma “viagem íntima, marcada por uma sensibilidade severa e grave, aqui ou ali mais melancólica e, no entanto, sempre plena de uma certa frescura que resiste aos anos e é parte do talento e da maturidade de Jacinto Luis”.
Os primeiros trabalhos de Jacinto Luis, de 72 anos, surgiram em 1969, em Paris, para onde foi viver cinco anos antes.
De 1971 a 1975 foi bolseiro do Governo italiano e frequentou a Academia das Artes, em Roma. No biénio 1982/83 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, regressando a Paris. De 1992 a 1997 residiu em Madrid e desde então vive em Lisboa.
Em Lisboa expôs, a título individual, pela primeira vez, em 1980, na Galeria 111, à qual voltou em 1983, e no ano seguinte expôs na Galeria Zen, no Porto. Seguiram-se cerca de 50 exposições individuais em várias cidades, nomeadamente, Paris, Lyon e Antibes, em França, Washington, Nova Iorque e Miami, nos Estados Unidos, Barranquilha, na Colômbia, Lund, na Suécia, Antuérpia, na Bélgica, Genebra, na Suíça, e em Macau.
Em Portugal tem exposto nos últimos anos na Galeria de Arte do Casino Estoril, nas galerias Valbom e Galveias, em Lisboa, na Cordeiros Galeria e Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, e na galeria municipal Artur Bual, na Amadora.
O pintor, natural de Maxieira, no concelho de Fátima, é o autor do retrato do Presidente da República António de Spínola, que faz parte da galeria do Palácio de Belém, em Lisboa, e também do do fundador do Metropolitano de Lisboa, Ferreira Dias, naquela empresa pública, sendo autor da conceção e execução da decoração da Estação de Metropolitano da Pontinha, assim como da decoração interior da igreja paroquial de Fátima, no distrito de Santarém.
Jacinto Luis, que expôs no Palácio da Ajuda, em Lisboa, está representado em coleções públicas e privadas, nomeadamente, do Banco de Portugal, BPI, Bolsa de Valores, Caixa Geral de Depósitos, e das fundações Calouste Gulbenkian, Oriente e Cupertino de Miranda, e também na do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Fito: G.Rastro/FMS

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