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O arqueólogo Abel Viana, falecido há 50 anos, é homenageado em Vila Viçosa, através de uma exposição no castelo, que é inaugurada no dia 07, e que integra materiais arqueológicos por si estudados e inventariados.
A exposição “Abel Viana – Paixão pela Arqueologia” apresenta peças recolhidas em escavações em três necrópoles romanas do Alto Alentejo, e ainda materiais pré e proto-históricos de escavações, realizadas na mesma região, disse à Lusa Mónica Rolo, uma das responsáveis da mostra, citada pela Região Sul.
“Estes materiais encontravam-se nas reservas do Museu de Arqueologia do castelo de Vila Viçosa, sendo muitos deles mostrados pela primeira vez ao público”, disse a responsável.
Mónica Rolo destacou “a valorização do trabalho arqueológico” que reflete a ação de Abel Viana, desde que começou a colaborar, em finais da década de 1940, com as equipas das escavações arqueológicas lideradas pelos funcionários da colónia penal de Vila Fernando.
“Os materiais começaram a ser estudados criticamente e inventariados”, explicou.
Além dos materiais arqueológicos, a exposição, que estará patente até setembro, apresenta um perfil biográfico do arqueólogo, várias fotografias, algumas de escavações, e também publicações de autoria de Viana.
Abel Viana (1896-1964) é uma “personalidade marcante e figura incontornável da arqueologia portuguesa, tendo os seus trabalhos extrapolado em muito os limites geográficos do seu Minho natal, e dos quais se destacam as investigações realizadas no Algarve e Alentejo”, afirma em comunicado a Fundação da Casa de Bragança (FCB), que promove a iniciativa.
A FCB destaca o seu “empenho laborioso no estudo, salvaguarda e divulgação do património local/regional, garantindo assim às gerações vindouras o acesso a testemunhos imprescindíveis para o conhecimento da ocupação humana” em Portugal.
“Graças ao seu esforço de investigador, os Museus Regionais de Beja, Lagos e Viana do Castelo e os museus municipais de Elvas e Faro viram decididamente enriquecidas e divulgadas as suas coleções, objetivo que Viana elegia como essencial para o conhecimento efetivo da nossa herança cultural”, afirma a FCB, acrescentando que “também o Museu de Arqueologia da Fundação da Casa de Bragança [no castelo da vila alto-alentejana] recebeu o contributo de Abel Viana, no que concerne à recolha de objetos e em termos de investigação”.
Abel Viana foi bolseiro da Junta de Educação Nacional, de 1930 a 1933, bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, desde 1945 e também, posteriormente, da Fundação Calouste Gulbenkian. Colaborou com o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular.
Fonte do Museu de Arqueologia da FCB destacou à Lusa “as escavações levadas a cabo no Castro de Nossa Senhora da Cola, no concelho de Ourique, que foram o último grande trabalho de investigação de Abel Viana, e aquele que lhe exigiu mais tempo e maiores custos”.
“Patrocinado pela Fundação Calouste Gulbenkian e por outras instituições, o investigador iniciou os trabalhos no castro da Cola em 1958, animado pelos relatos de André de Resende, D. Frei Manuel do Cenáculo e Leite de Vasconcelos”, contou.
O Castro da Cola, monumento nacional desde 1910, é testemunho do que foi um povoado com ocupação humana desde o Neo-Calcolítico (III milénio a. C.) até à Idade Média (século XIII), sendo a ocupação islâmica a mais visível.

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