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O Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC) expõe documentos, alguns inéditos, relativos à obra e à vida do compositor italiano Niccolò Jommelli, nascido há 300 anos, cuja trajetória artística se cruzou com Portugal.
A exposição “Della Gloria e dell’Amor”, que estará patente até 10 de outubro, apresenta partituras e libretos de várias obras de Jommelli, provenientes das bibliotecas da Ajuda e Nacional de Portugal, assim como iconografia, cartas e os outros documentos que se encontram no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Em comunicado, o TNSC salienta “a preciosa coleção da Biblioteca de Ajuda [que] conserva as únicas partituras completas existentes de um número considerável de óperas de Jommelli, muitas das quais patentes nesta exposição”.
Os libretos e partituras expostos correspondem a óperas sérias e cómicas, serenatas e oratórias, e há “uma pequena, mas significativa parte, dedicada ao repertório sacro, com a presença do célebre Requiem, uma das suas obras mais executadas em Portugal até ao início do século XX, e do manuscrito autógrafo do Laudate Pueri” a 16 vozes, recentemente identificado no acervo da Biblioteca Nacional de Portugal.
A exposição inclui um núcleo dedicado à correspondência inédita, “descoberta durante a preparação da exposição, [e] que revela uma faceta mais íntima da vida do compositor num momento crucial, os anos 1767 e 1768, quando reestabeleceu os contactos com a corte de D. José”.
O teatro refere que Jommelli, autor das óperas “Il trionfo d'amore” e “Fetonte” foi o “mais célebre dos músicos, criador de melodias”, na época em que viveu, e salienta a sua relação com Portugal.
“A vida e obra de Niccolò Jommelli interligam-se com a História de Portugal e a do Teatro Nacional de S. Carlos em particular”, afirma o comunicado.
Na realidade, Jommelli, que trabalhou no período artístico de transição entre o Barroco e o Classicismo, foi um dos compositores de referência na vida musical portuguesa no século XVIII, tendo celebrado um contrato com a corte do Rei D. José. Entre outras obras, adaptou para a corte do rei “reformador” a sua ópera “Nitteti”, estreada em 1754, em Estugarda.
Apesar de ter encetado contactos com a administração do monarca português, o compositor napolitano optou pela corte do duque de Württemberg e foi viver para Estugarda, em vez da capital portuguesa.
Todavia, como afirma o TNSC, “no período após o terramoto de 1755, a obra de Jommelli assumiu uma importância crucial para o desenvolvimento da arte musical”, em Portugal e, entre 1767 e 1780, nos teatros portugueses foram executadas mais de 25 óperas, serenatas e oratórias do compositor.
“Este facto demonstra o domínio quase absoluto, como modelo de excelência, que a sua obra conquistou em Lisboa”, afirma no mesmo comunicado Iskrena Yordanova, comissária da exposição.
Vários compositores portugueses, na segunda metade do século XVIII, entre os quais João Cordeiro da Silva, João de Sousa Carvalho e Jerónimo Francisco de Lima, “foram fortemente influenciados pelo seu estilo musical”, afirma o TNSC.

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