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A exposição “Um Olhar Real. A Obra Artística da Rainha D. Maria Pia. Desenho, Aguarela e Fotografia” patente na galeria D. Luís, no Palácio da Ajuda, revela “uma faceta menos conhecida da soberana”.

O diretor do Palácio Nacional da Ajuda (PNA), José Alberto Ribeiro, afirmou â agência Lusa que a exposição surge no âmbito de uma política sua, que é “mostrar o acervo do Palácio Nacional da Ajuda e dos seus interiores decorativos”, cita o Notícias ao Minuto.
Referindo-se aos dotes artísticos de S.M. a Rainha Maria Pia, o diretor do PNA, afirmou que, em algumas obras, a qualidade demonstrada é “surpreendente”.
Na Família Real portuguesa, pelo menos desde o casal régio D. Maria II e D. Fernando, “todos estavam de alguma forma ligados a uma prática artística” e, no caso de D. Maria Pia, a princesa já tinha estudado aguarela e desenho em Itália [o seu país natal]”.
Quando D. Maria Pia “vem para Portugal [em finais de 1862] e inserida numa família em que se faz essa aprendizagem crescente, a Rainha, quer acompanhada pelo marido [Rei D. Luís], quer, mais tarde, pelo pintor da corte, Enrique Casanova, vai desenvolvendo sempre essa prática do desenho e da aguarela”, disse José Alberto Ribeiro.
Quanto ao espólio apresentado, José Alberto Ribeiro afirmou que “é muito heterogénea a obra da Rainha, com uma qualidade, em algumas [das obras], surpreendente, em que se percebe que vai desenvolvendo o seu sentido estético e artístico, e que estendeu mais tarde este mesmo gosto de aprendizagem à fotografia”.
“Notamos nas suas obras uma abordagem e uma sensibilidade numa prática muito ligada à pintura e ao desenho ao ar livre, sendo que era muito atualizada pelas revistas e os livros que lia”.
Em exposição estão obras desde o início dos estudos artísticos da Rainha, que chegou a Portugal, casada por procuração, com quase 15 anos, até finais do século XIX. A Rainha D. Maria Pia morreu em Turim, em 1911, aos 63 anos.
Refira-se, realçou José Alberto Ribeiro, que a soberana “nunca deixou de pintar até ao final da vida”.
A exposição divide-se em dez núcleos, desde “influências e aprendizagem”, até a um dedicado ao Palácio da Ajuda, que “é um motivo de exercício constante para esta monarca”, passando por outros como “as obras em Itália, enquanto Princesa de Saboia”, “atração pela natureza e a paisagem”, em que se pode identificar a rainha na corrente estética do pré-naturalismo, “as vistas de mar e terra” e “trechos urbanos e monumentais”, além das fotografias.
Na coleção da fotografia, “há os registos de compras das máquinas fotográficas, em Paris, ao estúdio Nadar, livros de revelação fotográfica, e sabemos hoje que havia uma câmara escura no palácio da Ajuda, o que são absolutas novidades”.
“A Rainha guardava junto, as fotografias, desenhos e aguarelas do mesmo local, o que nos permite uma comparação”.
Os trabalhos expostos mostram tipos humanos, como uma cigana que se escolheu para o cartaz da exposição, e várias personagens da corte, mas também trechos das praias da Ursa, da Adraga ou das Maçãs, nos arredores de Lisboa, da vila de Cascais, do Monte Estoril, onde a soberana teve um 'chalet', e ainda de Sintra e Mafra, “fruto dos seus passeios”.
“Há um desenho curioso do Rei D. Carlos, que retrata a mãe com uma prancha de desenho, a desenhar numa mata e com o pintor Enrique Casanova ao lado, percebe-se que havia excursões/incursões da Família Real na paisagem para desenhar”, afirmou o diretor do PNA.
"Álbuns de desenho e estojos de pintura, bem como álbuns de desenho, pontuam cada uma das salas, assim como herbários constituídos pela Rainha, ainda quando solteira".
O responsável chamou ainda à atenção para a “documentação inédita” que é revelada no catálogo da exposição, uma parceria editorial do PNA com o Imprensa Nacional-Casa da Moeda, e “que propõe um olhar diferente sobre a rainha, que ficou muito denegrida pela propaganda republicana”, disse o autor, que sublinhou “o sentido de Estado” de Maria Pia, que “teve um papel relevante na área diplomática, na defesa dos interesses de Portugal”.
A exposição, na galeria D. Luís do Palácio da Ajuda, em Lisboa, está aberta ao público até 21 de abril.

Foto:PNA/DGPC/FMS

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