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O romance “Viajante à Luz da Lua”, do húngaro Antal Szerb, pela primeira vez editado em Portugal, é apresentado na segunda-feira, na embaixada da Hungria, em Lisboa, pelo catedrático de literatura Ernesto Rodrigues e pela tradutora Piroska Felkai.

A sessão de apresentação está marcada para as 18:30 de segunda-feira, na embaixada da Hungria, na calçada de Santo Amaro, em Alcântara, seguindo-se um recital pelo pianista Györgi Oravecz.
Antal Szerb é apontado pela editora portuguesa como “uma das principais personalidades da literatura húngara do século XX”, como escritor e pedagogo, tendo sido um dos primeiros divulgadores das obras de Georg Trakl, William Blake e Henrik Ibsen, no país. Em 1933, aos 32 anos, foi eleito presidente da Academia de Literatura Húngara.
O romance, originalmente intitulado “Utas és Holdvilág”, foi editado pela primeira vez em 1937, e narra a história de um homem de negócios de Budapeste, Mihály, que passa a lua-de-mel em Itália. As complicações começam na primeira etapa, em Veneza, mas é em Ravena que o encontro com um antigo colega perturba o casal com histórias do passado. Ao perder o comboio para Roma, Mihály isola-se, foge da mulher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescoberta.
Mihály é uma personagem dividida entre o desejo e o dever, entre o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto.
Em comunicado, a editora Guerra e Paz, que chancela a obra, afirma que “Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida” e que “amor e morte se cruzam neste romance trágico cómico, uma obra-prima de Antal Szerb”.
Antal Szerb nasceu no dia 01 de maio de 1901, em Budapeste, no seio seio de uma família de judeus, convertidos ao catolicismo.
Além de escritor, foi tradutor e historiador da literatura, tendo estudado na então Universidade de Budapeste, a atual Universidade Eötvös Loránd, onde concluiu o doutoramento em 1924. Além do seu país natal, viveu em França, Itália e Reino Unido.
Em 1937 tornou-se professor de Literatura na Universidade de Szeged, no sul da Hungria, vindo a perder o cargo devido às leis antissemitas, de influência nazi, no país, durante a II Grande Guerra (1939-1945).
Em 1944 foi deportado para um campo de concentração em Balf, no noroeste da Hungria, onde morreu por espancamento, em janeiro de 1945.
A sua obra foi continuamente censurada pelas forças nazis e, depois, pelas forças soviéticas de ocupação. Só após a Perestroika, a queda do Muro de Berlim e a perda de influência da antiga União Soviética a Leste, a obra de Antal Szerb retomaria a sua dimensão original.

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