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O álbum “Portuguese music for cello and orchestra”, do violoncelista Bruno Borralhinho, acompanhado pela Orquestra Gulbenkian, sob a direção de Pedro Neves, inclui duas peças de Luís de Freitas Branco e de Luiz Costa, que são gravadas pela primeira vez.

O CD inclui ainda obras de obras de Fernando Lopes-Graça e Joly Braga Santos e, em estreia mundial, "Poema", de Luiz Costa, que "foi completada e orquestrada por Pedro Faria Gomes, porque até aos nossos dias só chegou um manuscrito em forma de rascunho", e "Cena lírica", de Luís de Freitas Branco, explicou à Lusa o violoncelista radicado na Alemanha, cita a RTP.
"As obras são, em grande medida, desconhecidas para a generalidade do público e inclusivamente no meio musical, e o objectivo desta iniciativa é, acima de tudo, divulgar a música portuguesa, tanto no estrangeiro como em Portugal, e dar a conhecer estas compositores e estas obras em concreto. É um privilégio poder contar com a [editora] Naxos porque é o selo discográfico mais vendido do mundo e com presença realmente nos quatro cantos do planeta, além das excelentes plataformas 'online'", referiu o músico.
O CD é apresentado na hoje, dia 26 de maio, às 19:00, no auditório 02 da Fundação Calouste Gulbenkian, à Palhavã, em Lisboa, e, segundo o violoncelista, "é a primeira gravação exclusivamente [preenchida] com música portuguesa para violoncelo e orquestra". "Há mais uma ou duas gravações mais antigas, mas dedicadas ao repertório orquestral em geral e com obras para violoncelo solista pelo meio", esclareceu.
Quanto à apresentação, Bruno Borralhinho afirmou que "será um acontecimento muito interessante, com vários convidados, momentos musicais ao vivo, reprodução de excertos do CD e interação com o público presente. O evento terá como apresentador e moderador João Almeida da RDP/Antena 2”, afirmou o violoncelista à Lusa.
"Teremos a presença e intervenção de vários convidados, quatro deles estão directamente ligados à gravação - eu próprio, o maestro Pedro Neves, Miguel Sobral Cid, em representação da Orquestra Gulbenkian, e Pierre Lavoix, supervisor técnico da gravação".
"Depois fiz questão de ter presentes quatro pessoas ligadas aos compositores que gravámos no CD, o compositor Sérgio Azevedo, discípulo do Fernando Lopes-Graça, Henrique Luís Gomes de Araújo, neto de Luiz Costa, Ana Telles Béreau, biógrafa do Luís de Freitas Branco, e Leonor Braga Santos, filha do Joly Braga Santos, que aliás gravou também o CD, como membro da Orquestra Gulbenkian".
"Por outro lado, prosseguiu, vamos ter dois momentos musicais ao vivo, onde eu e o pianista Yan Mikirtoumov vamos estrear versões para piano de obras gravadas no CD".
Bruno Borralhinho, 33 anos, faz parte da Orquestra Filarmónica de Dresden, na Alemanha, e é o fundador e diretor artístico do Ensemble Mediterrain, com o qual se tem apresentado, como maestro e violoncelista.
Apresentou a integral das Suites para Violoncelo solo de J. S. Bach, com o violoncelo Montagnana, que pertenceu a Guilhermina Suggia, em 2008, a integral da obra de Beethoven, para violoncelo e piano, com o Stradivarius, que pertenceu ao rei D. Luís, em 2012, e a integral dos Concertos de Haydn, com a Orquestra Clássica do Sul, em 2014, em que foi solista e assumiu a direção musical.
O músico que venceu o Concurso de Instrumentos de Arco Júlio Cardona em 1999 e o Prémio Jovens Músicos, em 2001, iniciou os seus estudos musicais na Escola Profissional de Artes da Beira Interior com Luis Sá Pessoa, seguindo-se, entre 2000 e 2006, a formação com Markus Nyikos na Universität der Künste de Berlim, que concluiu com as máximas classificações.
Estudou ainda com o violoncelista norueguês Truls Mørk, em Oslo, e frequentou “masterclasses” de Natalia Gutman, Antonio Meneses, Pieter Wispelwey, Anner Bylsma, Jian Wang, Martin Ostertag, Martin Löhr, Márcio Carneiro e Thomas Demenga.
De 2001 a 2005, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2011 concluiu o Mestrado de Gestão Cultural na Universitat Oberta de Catalunya, em Barcelona. Bruno Borralhinho é doutorando em Humanidades na Universidad Carlos III de Madrid.
Enquanto solista, tocou com as orquestras Gulbenkian, Metropolitana de Lisboa, do Norte, Clássica do Centro, de Câmara Portuguesa, Clássica do Sul e Orquestra XXI. Como maestro dirigiu as orquestras Clássica do Sul, Clássica da Madeira, Clássica do Centro, o Ensemble Mediterrain, a Filharmonie Bohuslava Martinu de Zlin, da República Checa, e a Berliner Symphoniker, da Alemanha.
Fez parte da Orquestra de Jovens Gustav Mahler, da Orquestra Mundial das Juventudes Musicais, onde foi 1.º Violoncelo-Solista. Foi ainda membro da Academia da Staatskapelle Berlin, de 2004 a 2006.
Trabalhou com maestros como Claudio Abbado, Daniel Barenboim, Franz Welser-Möst, Kurt Masur, Kent Nagano, Herbert Blomstedt, Christoph Eschenbach, Paavo Järvi e Andris Nelsons.

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