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O fadista Duarte atua, a partir de segunda-feira, durante uma semana, no Teatro Vingtième, em Paris, uma temporada na qual apresentará temas do próximo álbum, “Sem dor nem piedade”.

“O convite surgiu o ano passado, quando participei numa peça no Teatro de la Ville, na qual musiquei e interpretei um poema de Fernando Pessoa”, disse o fadista à Lusa, citado pelo Correio da manhã.
Referindo-se àquela que será a sua primeira temporada parisiense, Duarte afirmou que “é uma aposta de um agente local, interessado em editar em França o álbum, para que crie e fidelize público”. “É uma oportunidade, vamos ver como as coisas vão correr. Tanto quanto sei, há grande espectativa, foi feita uma grande promoção, incluindo cartazes no metropolitano de Paris e, apesar de um certo nervosismo, estou confiante”, disse.
Nesta temporada, o fadista é acompanhado pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, e Rogério Ferreira, na viola.
Duarte, de 27 anos, natural de Évora, considera que tem “mais espaço lá fora e mais valorização que cá dentro”. O espetáculo em Paris – adiantou – “será muito em volta dos fados tradicionais, e serão interpretados temas dos meus álbuns anteriores e alguns do novo, mas também canções do Alentejo, onde estão as minhas raízes e que canto acompanhando-me à viola”.
“Fado Novembro”, “Fim da Primavera”, “Eu sei que foste eterna numa hora”, “Cá dentro”, “Évora Doce”, “Cigarro” e “És luto e melancolia” são alguns dos temas que Duarte interpretará nesta temporada, assim como “Mistérios de Lisboa”, escrito e composto por si para o filme “Os Mistérios de Lisboa, or what the tourist should see”, do realizador José Fonseca e Costa, a partir da obra de Fernando Pessoa.
A par destes temas, Duarte deverá interpretar “Fado Escorpião”, “Dança de Roda” e “Não mereço esta cidade”, entre outros temas do novo álbum a editar em 2015.
O próximo CD, “Sem dor nem piedade. Fados para uma relação acabada em quatro atos”, foi produzido pelo músico Carlos Manuel Proença, que já produziu, entre outros, Pedro Moutinho e Luísa Rocha, e é constituído por 14 temas, e ainda um poema à mãe, dito pelo fadista.
Dos 14 temas, quase todos são fados tradicionais, como o Fado dos Sonhos, o Menor em Versículo e o Fado Cravo, e apenas uma música é de Tozé Brito. Os poemas são todos de autoria de Duarte, à exceção de “Sete Esperanças, Sete Dias”, que é de Manuel Andrade.
Duarte, que iniciou carreira em 2004, recebeu o Prémio Amália Rodrigues Revelação, em 2006.
Em outubro último, cumpriu uma digressão por cinco palcos no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, que incluiu “workshops” sobre fados em algumas universidades.
O fadista fez parte da Tuna Académica da Universidade de Évora, de 1998 a 2003. Em 2004, com 23 anos, editou o primeiro álbum, “Fados Meus”. Nesse mesmo ano, editou o tema “Dizem que o meu fado é triste”, que faz parte do CD antológico “Fados do Porto”, inserido na coleção celebrativa “100 anos do Fado”.
Atualmente canta, regularmente, no restaurante típico Senhor Vinho, da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo.

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