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Pierdomenico Baccalario, autor da série juvenil protagonizada por Ulysses Moore, argumentou que os seus livros devem ser entendidos “como pontes” para os mais novos procurarem outros livros, de outros autores.

Em declarações à agência Lusa, citadas pelo DN, o autor italiano, já traduzido em 20 idiomas, afirmou que através dos seus livros pretende “transmitir aos mais novos a ideia de que há magia na realidade que rodeia, e que a retenham para a sua vida”.
“A magia nas minhas obras não surge por uma varinha de condão, é antes um desafio, algo que os jovens são levados a decifrar", disse.
Baccalario, de visita a Lisboa, cidade que lhe sugere mil histórias, tal como Sintra, sobre a qual se afirmou “fascinado”, definiu-se como um “incorrigível contador de histórias”.
Contar histórias, ou antes inventá-las, foi uma forma de combater o tédio, o aborrecimento e conquistar amigos, quando era mais novo.
“Não queria estudar certas matérias que me aborreciam e distraia-me escrevendo histórias, cujas personagens se inspiravam nos meus colegas do [ensino] secundário”, contou o autor, de 43 anos.
As histórias circulavam pelos colegas, mas não tinham um final e estes iam depois ter com ele para que lhes escrevesse a conclusão.
“Escrevi sempre, sempre, inúmeras histórias que nunca foram publicadas e tenho a cabeça e o coração cheios de ideias”, afirmou Pierdomenico Baccalario, atualmente a residir no Reino Unido, onde constituiu “com amigos”, uma “oficina de escrita” que é uma editora, a Book on a Tree.
A confirmação do seu “jeito para as histórias” surgiu aos 22 anos, quando, usando como pseudónimo o nome de um vizinho, concorreu - e venceu - o prémio Il Battello a Vapore, com o romance “La Strada del Guerriero”.
Todavia, mais do que o facto de o ter ganhado, “foi o ter descoberto a literatura para jovens”.
Pierdomenico Baccalario realçou a sua infância em Acqui Terme, no Piemonte, no norte de Itália, como um fator desafiador e essencial para a sua criatividade literária, desde as historias que o avô, ex-espião, só lhe contava quando se sentavam junto de uma determinada árvore nas montanhas, em Val di Susa.
“O meu avô era muito calado, e só quando empreendíamos aquele caminho pelas montanhas e chegávamos é que me falava da sua história, depois regressávamos e nada mais se dizia”, recordou.

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O autor definiu os seus livros como “pontes para depois irem ler outros livros, que levem os jovens leitores a sítios melhores”.

Quanto à escrita para jovens, referiu que “deve dar-lhes a ideia que nada tem a ver com as matérias que lecionam na escola, apesar de serem levados a procurar coisas na história, na literatura, na geografia ou na matemática”.
As suas personagens remetem quase sempre, disse, para o universo da Grécia Clássica, como é o caso do herói-detetive Ulysses Moore, que se tornou o seu ‘alter ego’, e “sobre o qual tudo o que se diz é verdade, mas também pode ser uma redonda mentira”.
O universo criado para esta personagem/autor fictício foi a transposição do meio em que viveu a sua infância para Kilmore Cave, na região inglesa da Cornualha, “de resto está tudo lá, a casa no alto da colina, no meio do verde, plena de livros, e a porta do tempo de Moore, corresponde à porta que pela qual tínhamos acesso à cave”, contou.
Sobre esta personagem, que se assumiu como autor, escreveu 12 títulos, até que “se tornou aborrecido, e foi necessário parar e pôr de lado”.

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Além da série de Ulysses Moore, recomendada pelo Plano Nacional de Leitura, Baccalario é autor, entre outros, de “O Código dos Reis”, e está a trabalhar numa “fantasiosa história com um fundo verdadeiro”, como aliás é seu apanágio. Esta história passa-se na ilha mediterrânica da Córsega, onde o general nazi Erwin Rommel (1891-1944) terá escondido um tesouro.

“Acho que escrevo bem para jovens e orgulho-me de ser um escritor para jovens”, declarou Baccalario, capaz de escrever uma história numa semana, como disse que aconteceu com “A Loja Abracadabra. Uma mala cheia de coisas”.

Foto: Instituto Italiano di Cultura/Seul/FMS

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