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A correspondência entre o escritor e político Almeida Garrett e o político, várias vezes ministro e chefe do Governo, Rodrigo da Fonseca, foi publicada num volume - "Almeida Garrett. Correspondência para Rodrigo da Fonseca Magalhães" - , no âmbito do projeto da edição da Obra Completa de Almeida Garrett (1799-1854), pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM). Sérgio Nazar David foi o organizador desta edição crítica. 

O projeto da publicação da Obra Completa de Almeida Garrett é coordenado por Ofélia Paiva Monteiro, que, com este projeto, pretende o “estabelecimento para cada obra [de Garrett], de um texto-base que representa a última forma conhecida da responsabilidade do autor”.
Explica a catedrática jubilada da Universidade de Coimbra, que “serão dados a lume não só os textos publicados em vida do autor — poesia, teatro, ficção narrativa, romanceiro, ensaio, produção jornalística, intervenção oratória —, mas também os que tiveram divulgação editorial póstuma e os que permanecem em versão manuscrita; e proceder-se-á a uma fixação textual acompanhada por um aparato crítico-genético”.
“O desejo máximo desta edição, destinada naturalmente a leitores exigentes, é que, oferecendo-lhes um texto estabelecido com a preocupação do rigor ecdótico e da oferta da máxima informação conseguida sobre a maturação por que passou nas mãos do autor, se torne, para os estudiosos da literatura e da língua, um instrumento de trabalho seguro e enriquecedor, digno do lugar axial que Garrett ocupa no património das nossas Letras e da nossa Cultura”, argumenta Ofélia Paiva Monteiro.
Quanto ao volume de correspondência entre os dois políticos liberais, afirma Nazar David, que, “ao lermos e interpretarmos uma carta — sobretudo de um autor da envergadura de Garrett, mais ainda o conjunto ora editado, dirigido a Rodrigo da Fonseca Magalhães, que também vivia em Lisboa —, precisamos de recompor parte do diálogo, que se terá dado fora do registo escrito ou mesmo com terceiros, e também circunstâncias, histórias de vida, instituições, personagens do tempo, referidos sumariamente porque faziam parte de um conhecimento compartilhado”.
“Parcial e fragmentado, o volume de correspondência exige quase sempre intervenção abrangente e intensa, que só o trabalho crítico sobre os materiais pode produzir”, adverte o editor.
Neste volume estão reunidas 97 cartas trocadas entre Rodrigo da Fonseca Magalhães (1787-1858), que lutou no Batalhão Académico contra as tropas invasoras francesas, em 1807, e foi deputado, par do reino e várias vezes ministro e chefe do Governo, e o autor de “Frei Luís de Souza”.

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“A correspondência para Rodrigo da Fonseca Magalhães é essencialmente política no sentido amplo do termo. Por isso pode lançar luz sobre o papel dos intelectuais portugueses na primeira metade do século XIX; também esclarecerá uma esfera dos estudos garrettianos ainda por explorar, a obra política, nomeadamente 'Portugal na Balança da Europa', os artigos na imprensa — por vezes em jornais de difícil acesso — e os discursos parlamentares — alguns com versão mais contundente, no Diário da Câmara dos Deputados”, esclarece Nazar David.

Afirma o editor que o conjunto de missivas que se publica, “começa no período de Bruxelas, sendo Garrett Encarregado de Negócios (1834-1836), atravessa os ministérios setembristas e o conturbado período cabralista e vai até ao rompimento dos laços de amizade, em 1852, quando o autor de ‘Viagens na Minha Terra’ é ministro dos Negócios Estrangeiros, de março a agosto [de 1852]”.
Nestas cartas, Garrett aborda “temas da sua trajetória de homem público como a fundação do Conservatório Geral de Arte Dramática, com a aprovação de ‘Estatutos’ e ‘Regimentos’, e a constituição da sua biblioteca; a atuação como Cronista-Mor do Reino; as negociações com os Estados Unidos (Tratado de Comércio e Navegação) e com a França (Convenção Literária e Tratado de Comércio); a construção do Teatro Nacional; as discórdias entre as fações liberais e a guerra civil da Patuleia; a repulsa do miguelismo e do cabralismo; a aproximação às fações mais moderadas do cartismo e do setembrismo”.

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