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A Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM) publicou dois novos títulos da coleção “O Essencial Sobre”, um acerca do escritor Vergílio Ferreira, e outro relativo ao Diário da República.

Helder Godinho é o autor de “O Essencial sobre Vergílio Ferreira”, escritor que afirma ter “nascido para a literatura entre a Presença e o Neorrealismo”, referindo-se a dois movimentos literários que marcaram a vida cultural na primeira metade do século XX, o da Presença ligado ao Modernismo, e o Neorrealismo, muito marcado pelo pensamento marxista.
Todavia, “Vergílio Ferreira cedo se virou para a questionação existencial que, a partir [do livro] ‘Mudança’ (1949), desenvolverá nos seus romances em que se repercute a reflexão presente nos seus ensaios”, escreve Godinho.
Uma reflexão, que o autor de “Manhã Submersa” prosseguiu nos ensaios e poemas que publicou, tendo utilizado os conceitos “romance-problema” e “ensaio poético”.
Toda a obra de Vergílio Ferreira (ficcional, ensaística, diarística e de intervenção cultural) é movida por uma mesma coerência que se estrutura como uma forma que percorre a ficção e o ensaio e que baliza o seu ‘imaginário’”.
Na biografia do autor de “Aparição”, Helder Godinho destaca o facto de ter sido “marcada pela Ausência, em dois momentos”, quando os pais emigraram da aldeia de Melo, na Beira Alta, tinha Vergílio entre dois e três anos, e quando, aos 22 anos, foi estudar para a Universidade de Coimbra.
“Estas duas ausências vão estar na base de grande parte da problemática vergiliana e serão diretamente evocadas em muitos dos seus livros. Elas constituem um núcleo estável e duradouro que a evolução cultural do autor irá fazendo encarnar em algumas faces diversas”, atesta Helder Godinho.
Dividida em quatro partes, a obra sobre Vergílio Ferreira (1916-1996) inclui a lista de títulos publicados do autor, e ainda uma “bibliografia selecionada” sobre o autor de “Cartas a Sandra”.

 

Essencial DR.jpg

“O Essencial sobre o Diário da República” é de autoria de Guilherme d’Oliveira Martins, que remonta a história da folha oficial ao século XVIII, “um momento fundamental para dar início à publicação das gazetas”, os primeiros órgãos oficiais de informação do Estado.

O Diário da República é o jornal oficial do país, com esta designação desde abril de 1976, cumprindo um ditame da Constituição. O artigo 119.º prevê que os atos sejam "publicados no jornal oficial”.
Para Oliveira Martins “estamos assim, perante uma consequência do primeiro dos princípios do Estado de Direito - o primado da lei”.
“A igualdade de todos perante a Lei pressupõe o seu conhecimento por parte dos cidadãos”, afirma o autor.
Guilherme d’Oliveira Martins divide a obra em onze capítulos, desde o que é o “Jornal Oficial”, passando pelo regime monárquico, a “presença de Alexandre Herculano”, a proclamação da República, o Estado Novo, a Democracia e o “Diário da República de hoje”, em versão eletrónica, que, “através do serviço universal e gratuito, permite o acesso a todos os cidadãos dos atos normativos publicados”.
A coleção “O Essencial Sobre” soma com um total de 131 títulos - contando já com os dois agora editados -, abordando as mais diferentes temáticas e personalidades, nomeadamente Política da Língua, A Ópera em Portugal e personalidades como Padre António Vieira, Bernardim Ribeiro ou Eduardo Lourenço.

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