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João César das Neves afirma, no seu livro sobre a irmã Lúcia, que “as aparições de Fátima são, sem dúvida, das mais influentes da história da Igreja”.
O professor da Universidade Católica salienta, na obra intitulada “Lúcia de Fátima e os seus primos”, que o tema da mensagem de Fátima “é surpreendentemente mundano”, porque remete para o “quadro de uma realidade social concreta”.
“A Senhora veio falar de guerra e de perseguições, veio comentar a vida política e diplomática”, afirma César das Neves, que sublinha: “Das muitas aparições na história da Igreja, esta é certamente uma das mais específicas e conjunturais”, noticia o Açoriano Oriental.
César das Neves destaca o papel da pastora Lúcia, uma das videntes de Fátima, que aponta como “a protagonista de todo o processo”, porque era a mais velha das três testemunhas da visão, por ter sido “quem falou com a aparição” e por ter sido “a personalidade de referência” nos anos a que se seguiram ao fenómeno de debate e contestação das aparições e de confirmação e chancela, por parte da Igreja Católica, em 1930.
Após a morte dos outros dois videntes, os primos Francisco Marto, que era surdo, e Jacinta Marto, Lúcia foi “a mensageira”, tendo ainda testemunhado três outras aparições “que completam o cânone” de Fátima, e que terão acontecido em Pontevedra e em Tuy, na Galiza, no nordeste de Espanha, para onde Lúcia foi, depois de se recolher à vida religiosa.
Com o processo de beatificação na sua fase instrutória, César das Neves considera que se “deverá revelar muitas coisas que ainda ignoramos” sobre Lúcia, que morreu aos 97 anos, num carmelo, em Coimbra.
Lúcia foi “a portadora” da mensagem, afirma César das Neves, realçando que o fez “numa atitude de profunda confiança e entrega a Deus e à Igreja” e “não se atrevia a considerar-se dona daquilo que recebera”, cuja interpretação deixou à Igreja Católica.
“Ela foi quem mais viveu [a mensagem de Fátima], [a] meditou e [a] integrou em todo o mundo”, atesta o autor, que se refere à vidente como “uma figura de caráter”.
Referindo-se Francisco, o autor afirma que a sua história “é a mais fácil de contar”, o “seu período como testemunha [das aparições] foi muito curto”. Pouco mais de um ano depois das aparições, Francisco Marto, de 11 anos, foi vítima da pneumónica.
Jacinta Marto, sua irmã, “é sem dúvida a figura mais encantadora das aparições”, defende César das Neves, argumentando que ela “é a sua primeira apóstola”, na medida em que, apesar do silêncio sobre as aparições, exigido por Lúcia, foi Jacinta, que veio a falecer cerca de dois anos depois, quem primeiro as divulgou e com quem o então bispo de Leiria quis falar.
A obra, editada pela Paulus, divide-se em três partes – o enquadramento da época, o acontecimento em si, e o testemunho dados pelos três pastores -, e inclui um prefácio do cardeal José Saraiva Martins, para quem “não há dúvida de que a irmã Lúcia é santa”, sendo “apenas questão de tempo até ser beatificada e canonizada”.
Completa a obra um capítulo de “leituras recomendadas”, no qual se destacam as Memórias escritas por Maria Lúcia de Jesus do Coração Imaculado, nome que a pastora de Fátima escolheu quando deu entrada na vida religiosa.

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