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O 94.º aniversário de Amália Rodrigues, falecida há cerca de 15 amos, é assinalado quarta-feira, dia 23 de julho, em Lisboa, com a oratória “Cânticos da Tarde e da Manhã”.
O concerto, protagonizado por Teresa Salgueiro, está marcado para as 19:00, na Igreja de S. Roque, ao Bairro Alto, em Lisboa, e conta ainda com a participação especial do coro gregoriano Solemnis, do contrabaixista Óscar Torres e do acordeonista Nelson Almeida.
“Esta oratória, que tem vindo a ser apresentada em diversas igrejas portuguesas, chega agora à Igreja de São Roque por iniciativa de Leonilde Henriques”, ex-secretária da Amália Rodrigues, segundo comunicado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, proprietária do templo.
A oratória “Cânticos da tarde e da Manhã”, explica a mesma fonte, “foi criada a partir de repertório litúrgico de Vésperas e Laudes” e foi gravado no ano passada pela ex-vocalista dos Madredeus para o Seminário de Almada, nos arredores de Lisboa.
“Os poemas integrados no reportório, traduzidos de antigos hinos escritos em grego e latim, e datados de várias épocas, foram musicados por diferentes compositores portugueses da liturgia”, nomeadamente os padres António Cartageno e Marco Belchior, lê-se no mesmo comunicado.
"Amália foi a grande voz que reflectiu uma mulher que viveu num tempo concreto marcado também ele por muitas contradições. Por outro lado, a sua carreira é ímpar a todos os níveis. Ímpar antes de mais porque nenhuma outra cantora portuguesa actuara de forma tão sistemática além fronteiras. Registam-se saídas de um ou outro nome, mas não com dimensão que o de Amália tomou e da forma sistematizada com que o fez. Acrescenta a este facto a dificuldade de comunicações e outros meios que torna a sua carreira ainda mais ímpar", afirma Nuno Almeida Coelho numa biografia da fadista, que integra a coleção "Grandes Protagonistas da História de Portugal", dirigida pelo historiador António Simões do Paço.
"Amália - prossegue o investigador - começou a cantar quando ainda não havia transmissões via satélite e uma transmissão em directo via rádio era já um grande acontecimento. Por outro lado, a indústria do entretenimento, nomeadamente a da música não se encontrava tão desenvolvida. Ímpar também nas proporções que tomou e no impacto que criou tanto em Portugal como no estrangeiro. Mas ainda mais ímpar e antes de tudo o mais, pela sua própria maneira de cantar, escolher repertório e ter levado o fado, estetica, formal e conceptualmente para patamares bem mais elevados. Como Amália Rodrigues afirmou, 'eu sou o fado liberto'".

Foto: DR/FMS

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