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O festival ibérico de fado e flamenco de Badajoz, Badasom, a decorrer de 10 a 12 de julho, vai alargar a celebração "à língua e à cultura” de Portugal e de Espanha, este ano, além do fado e do flamenco.
O diretor do festival, Francisco José Camps, indica que o objetivo da organização passa, nesta edição, por “abrir o festival tanto à lusofonia quanto à hispanofonia”, que se estendem muito além das suas fronteiras.
“Grande parte do mundo tem influências das nossas línguas, Portugal e Espanha já dividiram o mundo, queremos valorizar o que de melhor se faz nas duas línguas”, sem deixar de programar flamenco e fado, pois constituem “as raízes” do festival, explicou à Lusa Francisco Camps.
Desde a primeira edição do Badasom, há sete anos, “o objetivo tem sido apresentar as maiores figuras do flamenco e do fado, lado a lado com a aposta em novos valores” emergentes, nos dois géneros tradicionais de cada um dos países.
“Os espanhóis não conheciam o fado, os portugueses não conheciam o flamenco, foi uma forma de levarmos a cultura de um e outro país além-fronteiras”, fortalecendo “os laços históricos entre as populações, a língua e a cultura musical dos dois países”, explica Camps.
Tanto o flamenco, em 2010, quanto o fado, em 2011, foram considerados Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que designa a mais significativa cultura e tradição preservada pelos povos, com respeito pelos seus ancestrais, para as gerações futuras.
Este ano, a “evolução” do Badasom, com a extensão a outros géneros, é o facto que justifica a escolha de Sara Tavares e Miguel Campello - mesmo não sendo fadistas ou intérpretes de flamenco -, à semelhança do que já tinha acontecido na edição anterior, com a atuação dos portugueses Buraka Som Sistema e do espanhol Macaco.
As fadistas Mariza e Gisela João e a cantora Sara Tavares, pela música, língua e cultura portuguesas, juntam-se a José Mercé, Javier Conde e Miguel Campello, pelo lado espanhol, completando o cartaz do Badasom, festival que é visto como “uma referência musical em Espanha e Portugal, encontro anual dos sons mais populares e representativos de ambos lados”, afirma o gabinete de comunicação do governo da Extremadura espanhola, em nota à imprensa. 

A morte do guitarrista Paco de Lucía, em fevereiro passado, tido como um dos maiores "maestros" do flamenco pelo mundo, também não será esquecida. Após ter, no ano passado, levado uma das suas últimas atuações ao palco do Badasom, na edição deste ano, o mesmo palco irá acolher uma imagem do guitarrista, de grandes dimensões, do primeiro ao último dia, em sua homenagem.
Javier Conde, apresentado pela organização como “um dos grandes guitarristas flamencos da Extremadura”, incluirá também algumas das peças de Paco de Lucía na sua atuação, em memória do “maestro”, à semelhança do que o festival já tinha feito com Amália Rodrigues, homenageada, em 2010, por Caminho e Carlos do Carmo.
O diretor do festival, Francisco José Camps ressalva o cariz “não lucrativo” do evento, sublinhando que este busca apenas “a divulgação, mostrar música, unir as pessoas”.
O festival conta com um orçamento de 190 mil euros, suportado pelo Governo da Extremadura, a região do Reino de Espanha com mais falantes de língua portuguesa, em colaboração com a Câmara de Badajoz, que providencia as infraestruturas.

A programação está disponível em: www.badasom.com.

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